Projeto beneficia aprendizado pré-escolar
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de agosto de 1997
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
DivulgaçãoOs espaços físicos tanto externa quanto internamente foram todos projetados em escala infantil. A forma hexagonal possibilita maior amplitude e ventilaçãoProjetada arquitetonicamente como uma unidade estrutural básica para o abrigo dos pequenos seres vivos - crianças de 2 a 6 anos - a forma celuliforme da nova Escola de Educação Infantil do Colégio Marista, em Londrina, foi traçada a partir do ponto estabelecido como essencial ao ser humano: o núcleo, indutor da informação e do conhecimento. Entre seis paredes, os pequenos alunos serão instigados pedagogicamente e guarnecidos dos diferentes ângulos do aprenzidado, necessários à educação.
A escolha da forma hexagonal para a construção das salas do edifício, foi resultado dos estudos realizados em conjunto com os orientadores pedagógicos do Colégio. Os arquitetos Luiz Piccirillo e Jorge Ichikawa Júnior, autores do projeto, citam a opção também como alternativa viável à solução dos itens problemáticos, apresentados em recente trabalho da Associação Brasileira de Educação e Cultura (ABEC) - entidade mantenedora dos Colégios Maristas para esta região.
Era preciso redefinir os espaços físicos, tanto interna quanto externamente, em proposta arquitetônica realizada totalmente em escala infantil, comenta Piccirillo. Os 56 m2, de cada uma das salas, na forma de hexágono, possibilitam amplitude, maior ventilação - são duas janelas de 3,5m x 2,5m e uma porta com dois metros de largura e venezinas superiores para ventilação permanente - e consequente melhora também na iluminação, circulação e acomodação das crianças. Além disso, também é possível disponibilizar o mobiliário de forma diferente; é o rompimento da tradicional educação bancária. A visualização do conjunto dos edifícios é de uma colméia, ou seja, pequenas unidades habitacionais interligadas à produção, à realização.
Projeto modular - Para a construção da nova unidade escolar, com obras executadas pela Construtora A. Yoshii, o Marista adquiriu mais 3 mil metros quadrados em terrenos/lotes limítrofes. Hoje, com área total de 30 mil m2, o colégio possui 15.700 mil metros quadrados em área construída (incluindo o ginásio de esportes e o futuro teatro, em obras e com entrega prevista para dezembro, junto com a pré-escola), o restante é área verde urbanizada para o lazer.
No total, a Escola de Educação Infantil terá 20 salas e condições de abrigar, em média, 25 alunos por sala de aula. São 12 salas para as aulas, e as demais para professores, de espera infantil, enfermaria, atividades comuns (esta com 250 m2), de música, informática, capela, cozinha experimental e cantina. São oito banheiros (seis infantis, com vasos sanitários e lavatórios em tamanho proporcional, e dois para os adultos) e todo o mobiliário também recebeu projeto especial dos arquitetos. As mesas de estudo, em forma piramidal, possibilitam diferentes modulações para a integração das crianças, em atividades comuns. O arquiteto Piccirillo comenta ainda que as bancadas da cozinha experimental e da cantina também receberam atenção especial: Do lado externo, onde estarão as crianças, a altura é de apenas 70 cm. No interno, o lado dos professores-adultos, houve um rebaixamento e a altura é de 1,20 cm. Assim, as crianças serão sempre atendidas no mesmo nível. O mesmo acontece com a escada, que tem altura dos degraus adequados ao passo infantil, e toda a área destinada ao esporte e lazer.
Conforto e segurança Para maior conforto e comodidade dos pais e segurança das crianças, a nova unidade do Colégio Marista terá entrada pela Rua Nilson Ribas. Além de desafogar o trânsito da avenida Maringá, procuramos resolver também um problema bastante comum aos pais que têm filhos com acentuada diferença na idade-escolar. Para isso criamos uma passarela de acesso às dependências do colégio, para o trânsito dos maiores. Ou seja, priorizamos a entrada com segurança, para os pequenos, argumenta a docente Maria Helena Krempel Marques, uma das orientadoras pedagógicas, integrante da equipe do projeto educacional.
Ainda como proposta inovadora, para a educação ambiental, foram criados quintais, junto às salas do Jardim I e II. Os pequenos, e ainda menores, terão as aulas de jardinagem em espaços livres mas interligados às suas respectivas salas, para maior segurança e liberdade de execução das tarefas, comenta a docente.


