Projetistas rumo à qualidade total
Da Redação
Doze projetistas - entre as áreas de hidráulico, estrutural, arquitetônico e elétrico - aderiram ao Programa de Gestão da Qualidade no Desenvolvimento de Projeto para Construção Civil - Qualidade 2000. O treinamento faz parte do Programa De Melhoria da Qualidade e Produtividade na Indústria da Construção Civil - Qualidade 2000, que envolveu 15 construtoras da cidade na sua primeira etapa, realizada no ano passado.
Hoje existe um entendimento verbal. A idéia é a adoção de parâmetros que resultem numa padronização de serviços e insira estas empresas na cultura da qualidade, esclarece o engenheiro civil Luiz Fernando Covelo Silva, da Engesis, empresa de consultoria responsável pelo desenvolvimento do programa.. Segundo ele, a proposta é possibilitar que o profissional e as construtoras falem a mesma linguagem.
O objetivo é otimizar toda a cadeia produtiva, padronizando os parâmetros, as etapas do processo construtivo e dos serviços. A meta é reduzir os desperdícios e, consequentemente os custos, tornando as empresas cada vez mais competitivas. Com o passar do tempo perde-se muita referência técnica e o programa permite o resgate disso, acrescenta o consultor.
O consultor do Sebrae e responsável pelo setor de construção civil da instituição em Londrina, Paulo Di Chiara, reforça a argumentação de Silva. Ele analisa que o consumidor brasileiro está mais maduro e exigente e não estão dispostos a assumir preços embutidos em desperdícios, ainda comuns no processo da construção civil. Afirma que o mercado exige que os profissionais e as empresas se adequem a esta realidade.
Mas a construção civil não é a única. Todos os setores da economia do Brasil precisam de um sistema de modernização, comenta. O programa está sendo organizado pelo Sebrae, com apoio do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) e Sinduscon. A previsão é que o programa seja desenvolvido em dez meses e a estimativa de custo é de R$ 168 mil. O Sebrae vai encaminhar o projeto ao CNPq, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, em busca de recursos a fundo perdido. A expectativa é que o CNPq banque em torno de 50% dos custos. O restante será rateado entre as empresas e escritórios de projetos.





