O programa Construindo o Futuro, que visa melhorar a competitividade do setor da Construção Civil, será prorrogado e ampliado em 2008. A previsão é que o número de empresas atendidas aumente 1.200%. O anúncio foi feito no início da semana, em Curitiba, pelos parceiros do programa, entre eles o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Senai e Sebrae.
A continuidade do Construindo o Futuro e sua expansão foram definidas após pesquisa que revelou um nível de satisfação dos participantes de 89% e o aumento médio de 12% na margem de lucro das empresas que fizeram parte do programa nos últimos dois anos.
''A meta para 2008 é estender o Construindo o Futuro para 1.550 empresas de todo o Paraná, sendo 550 em Curitiba, Região Metropolitana e Centro Sul e 1 mil em 49 municípios das demais regiões do Estado'', disse o consultor do Sebrae, Edvaldo Pires Correa, que em 2007 atuou como gestor do projeto. Neste ano, o Construindo o Futuro atendeu 40 construtoras e 74 fornecedores e prestadores de serviço de Curitiba e Região Metropolitana e região Centro Sul do Paraná. Ao todo, cerca de 400 trabalhadores foram capacitados em programas operacionais e gerenciais.
Em 2008, os parceiros pretendem desenvolver um programa estadual com projetos alinhados em quatro áreas: ampliação da capacidade inovativa; gestão ambiental e sustentável; desenvolvimento de fornecedores e profissionais da construção civil, inclusive os informais; e inteligência de mercado.
Segundo o consultor Edvaldo Pires Correa, que em 2008 passará a exercer a função de coordenador estadual para o Programa de Desenvolvimento da Construção Civil do Sebrae Paraná, já foram traçados alguns desafios.
Para as construtoras, a proposta é aumentar o volume de negócios em 10% e a metragem média construída. Para fornecedores e prestadores de serviço, implantar soluções em TI em 50% das empresas, reduzir em 10% os desperdícios e ter 70% das empresas qualificadas no sistema de gestão.
''A idéia é transformar o Paraná em um pólo competitivo e sustentável. Para a retomada do setor é preciso que as empresas busquem a capacitação para atender a demanda. Teremos um trabalho árduo em 2008'', concluiu Correa.

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