As 812 cooperativas habitacionais ou associações pré-selecionadas pelo Programa de Crédito Solidário, do Ministério das Cidades, poderão utilizar um Fundo Garantidor, em substituição às garantias reais de propriedade da terra. A decisão foi aprovada pelo Conselho Curador do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), presidido pelo ministro das Cidades, Olívio Dutra. Com isso, as cooperativas que não têm a posse legal do terreno - escriturada em cartório -, mas estão em processo de regularização fundiária, poderão acessar os recursos do Programa, que destinará 440 milhões do FDS para financiar 45 mil casas no país, beneficiando famílias que ganham de um a três salários mínimos.
''O Fundo Garantidor (FG) é inédito para financiamento a longo prazo e acaba com um principal obstáculo das cooperativas em acessar os recursos. Estamos rompendo com essa lógica de que é impossível dar crédito para as famílias de baixa renda'', ressalta o ministro das Cidades, Olívio Dutra. Segundo o gerente de projetos especiais, César Ramos, a fase atual é de entrega de documentos do projeto arquitetônico do empreendimento e os documento jurídicos das cooperativas. A expectativa é de assinar os primeiros contratos de financiamento ainda no próximo mês. O Ministério também estuda uma forma de apoiar as cooperativas na elaboração e apresentação dos projetos à Caixa Econômica.

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