As responsabilidades de um mestre são tantas que ele pode ser considerado o braço direito do engenheiro civil. Apesar da hierarquia ser respeitada, todos os trabalhos são realizados em equipe, comentou o engenheiro civil Sérgio Sorgi, ex-gerente de engenheiros da Plaenge e atual gerente de relacionamentos da empresa. ''Cada um tem seus deveres e sabe seu limite. O mestre funciona como um assessor do engenheiro'', diz.
Sorgi conta que o engenheiro fica responsável por planejar o cronograma, o orçamento, contratar empreiteiros, mão-de-obra, levantar necessidade de insumos, administrar e supervisionar a construção. Mas, para colocar em prática o projeto, o engenheiro estuda as estapas da edificação junto com o mestre-de-obras.
''Ele é uma figura importantíssima da construção. Tem domínio prático, conhece a linguagem dos funcionários, é a pessoa que coloca em andamento o projeto, e muitas vezes serve como um professor para os engenheiros estagiários'', sentencia.
O gerente regional do Conselho de Engenharia e Arquitetua de Londrina (Crea), Mário Ribas Blansk, aponta que a principal diferença entre o engenheiro civil e o mestre-de-obras, é a responsabilidade legal em uma obra. O primeiro é o responsável técnico diante dos Códigos de Ética, Civil e Penal. ''Pela legislação profissional ele responde legalmente por todas as atividades em uma obra'', frisa. (E.Z.)

mockup