Estima-se que no Brasil cerca de 200 mil profissionais entre homens e mulheres dediquem-se à atividade de corretor de imóveis. A região de Londrina concentra 1,2 mil profissionais da área e destes 280 pertencem ao sindicato da categoria. ''A união dos associados transformou o Sincil numa das entidades de classe mais fortes do Brasil'', garantiu Jurandyr Luciano, diretor de relacionamento e fundador do sindicato local.
O primeiro sindicato de corretores de imóveis a ser reconhecido no Brasil foi o do Rio de Janeiro. No dia 7 de janeiro de 1937, o ministro de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Commércio, em nome do presidente da República do Brasil, assinou a carta sindical, reconhecendo oficialmente o ''Syndicato dos Corretores de Immóveis do Rio de Janeiro'' como ''syndicato profissional de trabalhadores por conta própria''.
A partir de 1957 os sindicatos de corretores de imóveis de todo o País passaram a promover medidas no sentido de se estabelecer a regulamentação legal da profissão. Em 26 de março de 1961, o juiz Hely Lopes Meirelles, da Vara Privativa dos Feitos da Fazenda Nacional, declarou a validade jurídica de sociedades formadas por corretores imobiliários. Em 27 de agosto de 1962 foi publicada a Lei nº 4.116, regulamentando a profissão.
O colibri representa a categoria desde 1981. A semelhança entre os profissionais da corretagem de imóveis e o pássaro está na luta pela sobrevivência.
Atualmente, a desmoralização política, a crise na agropecuária, a descapitalização das construtoras e a consequente retração financeira compõem o maior obstáculo ao trabalho dos corretores. ''Imóveis usados existem muitos na cidade para aqueles que conseguem o financiamento. A maior parte dos interessados está à procura de casas ou apartamentos que custam de R$ 40 mil a R$ 50 mil. Novos empreendimentos são construídos quando existe uma demanda que justifique o investimento'', disse o corretor Vécio Lúcio.
''Londrina, infelizmente, está empobrecendo a cada ano'', afirma Luciano, ao lembrar da época que era o sétimo corretor da cidade. Isso aconteceu no início da década de 70, quando os loteamentos estavam no auge. Londrina era a capital mundial do café e o desenvolvimento imobiliário da região não condizia com a submissão ao sindicato de Curitiba. ''Tínhamos necessidades e condições suficientes para buscar a desvinculação que ocorreu em 1989. Desde então, o número de corretores habilitados e imobiliárias só aumentou'', comemora o pioneiro.
Histórias como esta foram e continuarão arquivadas eletronicamente para a memória da entidade, que festejou a data no último dia 20, na sede campestre. Na ocasião, Jurandyr Luciano batizou o recanto de eventos da chácara Ninho dos Colibris e Francisco Chagas Marinho recebeu uma placa de honra ao mérito pelos anos de dedicação à classe.
''Quanto aos profissionais irregulares (entre 2% e 5% do total), o Sincil tem fortalecido a fiscalização, orientação e assessoria jurídica àqueles que não possuem habilitação'', disse o presidente Marcos Roberto Mincachi Moura.

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