Produtos cerâmicos serão avaliados
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de julho de 1997
Especial para Folha Imobiliária 
O Governo do estado assinou convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) para um programa de parceria com o Sinduscon-Norte e Sebrae. A parceria visa a implantação de normas técnicas e de qualidade na indústria de materiais cerâmicos da região, produzidos para a construção civil. O convênio será viabilizado com o envolvimento do Centro de Tecnologia e do Núcleo de Estudos e Pesquisas da UEL.
Fabricantes de blocos, telhas, lajotas e tijolos das cidades de Ibiporã, Jataizinho, Siqueira Campos e Santo Antonio da Platina, locais com a maior concentração e produção da região Norte, já receberam solicitação para que amostras de seus produtos sejam encaminhados à UEL, para análise e avaliação técnica e posterior fiscalização do Instituto de Pesos e Medidas- IPEM. A fiscalização é determinção da portaria emitida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INEMETRO).
Iniciativa do Sindicato da Indústria da Construção Civil Norte do Paraná (Sinduscon-Norte), que busca com a qualificação de seus fornecedores também o incentivo à normatização e sistematização de serviços e produtos, o programa recebe ainda apoio do Sebrae Londrina. Segundo o consultor, Paulo De Chiara, todas as empresas serão visitadas e, a partir de uma avaliação técnica dos produtos, o Sebrae, junto com os profissionais de engenharia e arquitetura da UEL, elaborarão um manual informativo, traduzindo a liguagem técnica de todas as normas brasileiras exigidas pelo setor.
Além da aproximação natural entre fornecedor, construtor e pesquisador, a parceria permitirá também que o pequeno empresário receba orientação, consultoria e treinamento adequados. De Chiara comenta que através da parceria estabelecida entre Sinduscon/Sebrae/IPEM/UEL o empresário do setor será orientado também sobre quais as medidas simples que poderá adotar para que possa participar do mercado com maior produtividade e competitividade. O programa, que será extensivo também aos depósitos de materiais de construções, permitirá, por exemplo, que forncedores de máquinário de produção passem todas as informações necessárias para o uso adequado do equipamento. É a qualificação também da mão-de-obra do setor.
Do ponto de vista quantitativo, a portaria do INEMETRO (que prevê abrangência total de itens compostos pelo mercado da construção civil) estabelece também novos parâmetros para a redução de perdas e maior controle nos materiais utilizados pelas construtoras. Em pesquisa de avaliação técnica, coordenada pelo docente da UEL e também vice-presidente do Sinduscon, José Roberto Hoffmann, realizada com amostras de tijolos de 6 furos produzidos na região, pôde-se constatar que a perda direta deste produto, em uma parede de 1/2 vez (com tijolos em pé) chega a 7%. Concluímos que, fora das especificações, o construtor precisará de sete tijolos a mais, a cada 100 necessários. E, se somada à maior quantidade de argamassa de assentamento e custos de mão-de-obra, também de assentamento, esta perda pode chegar a equivalecer 10% neste item, observa Hoffmann. (L.B.)


