Fabricantes de portas de madeira, que participam do Programa Nacional de Qualidade da Madeira (PNQM), encaminharam para a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) uma carta pedindo a abertura da Comissão de Estudos para a adaptação das normas brasileiras de portas. O objetivo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), é adequar as normas vigentes aos atuais padrões de exigência do mercado. Empresas do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de Maceió integram o PNQM de Portas.
Com as medidas de adequação pretende-se racionalizar a produção de portas e facilitar a vida do consumidor. ''O maior problema é que não existe uma padronização. São diversas as medidas das portas'', apontou o superintendente executivo da Abimci, Jeziel Adam de Oliveira. Segundo ele, a Comissão de Estudos será responsável por realizar um trabalho junto a conselhos e sindicatos da indústria da construção civil para sensibilizar o mercado da necessidade de adaptação das normas vigentes de portas.
Oliveira acrescentou que algumas normas estão completamentes ultrapassadas e no quesito teste de resistência muitos detalhes precisam reavaliados. Caberá também à comissão, apresentar um orçamento de execução de ensaios para avaliação das propriedades físicas e mecânicas das portas, com o objetivo de determinar um posicionamento correto dos diversos produtos e suas respectivas classes (interna, externa), além de sugestão de novos parâmetros. ''Os atuais parâmetros estão obsoletos devido a substituição de insumos que ocorreu ao longo do tempo'', completa o superintendente.
Além das alterações das normas, os fabricantes estão propondo um termo de garantia comum entre os participantes do programa.
Uma das metas do setor é definir um padrão nacional das medidas dos produtos. A proposta do segmento é uniformizar as medidas em 2,10m de altura, 0,60m, 0,70m e 0,80m de largura e 35 mm de espessura, permitindo a instalação nos vãos, previamente preparados, de forma simples, veloz e mais barata. ''A tendência no momento é a melhor utilização dos recursos'', destaca o vice-presidente do Comitê de Portas, Antônio Rubens Camilotti.

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