Produtores de portas querem mudar normas de fabricação
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de dezembro de 2003
Da Redação 
Fabricantes de portas de madeira, que participam do Programa Nacional de Qualidade da Madeira (PNQM), encaminharam para a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) uma carta pedindo a abertura da Comissão de Estudos para a adaptação das normas brasileiras de portas. O objetivo, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), é adequar as normas vigentes aos atuais padrões de exigência do mercado. Empresas do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul e de Maceió integram o PNQM de Portas.
Com as medidas de adequação pretende-se racionalizar a produção de portas e facilitar a vida do consumidor. ''O maior problema é que não existe uma padronização. São diversas as medidas das portas'', apontou o superintendente executivo da Abimci, Jeziel Adam de Oliveira. Segundo ele, a Comissão de Estudos será responsável por realizar um trabalho junto a conselhos e sindicatos da indústria da construção civil para sensibilizar o mercado da necessidade de adaptação das normas vigentes de portas.
Oliveira acrescentou que algumas normas estão completamentes ultrapassadas e no quesito teste de resistência muitos detalhes precisam reavaliados. Caberá também à comissão, apresentar um orçamento de execução de ensaios para avaliação das propriedades físicas e mecânicas das portas, com o objetivo de determinar um posicionamento correto dos diversos produtos e suas respectivas classes (interna, externa), além de sugestão de novos parâmetros. ''Os atuais parâmetros estão obsoletos devido a substituição de insumos que ocorreu ao longo do tempo'', completa o superintendente.
Além das alterações das normas, os fabricantes estão propondo um termo de garantia comum entre os participantes do programa.
Uma das metas do setor é definir um padrão nacional das medidas dos produtos. A proposta do segmento é uniformizar as medidas em 2,10m de altura, 0,60m, 0,70m e 0,80m de largura e 35 mm de espessura, permitindo a instalação nos vãos, previamente preparados, de forma simples, veloz e mais barata. ''A tendência no momento é a melhor utilização dos recursos'', destaca o vice-presidente do Comitê de Portas, Antônio Rubens Camilotti.


