São Paulo - De acordo com o líder de projetos da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Carlos Regattieri, a necessidade de pesquisar esse setor decorre de seu atraso tecnológico. ''Os sistemas de construção evoluíram muito e as argamassas não acompanharam '', afirma. As próprias normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), de acordo com Regattieri, não cobririam todas as aplicações do produto. ''O maior problema é que o nível de solicitação do sistema está acima do conhecimento que se tem sobre ele'', resume.
A partir dessa constatação, representantes da ABCP, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), da Associação Brasileira da Argamassa Industrializada (Abai) e da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Construção Civil (Abratec) começaram a estudar, há cerca de um ano, o comportamento da argamassa e as possibilidades de novas tecnologias. Para execução da pesquisa tecnológica, as entidades se associaram à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A Universidade Federal de Goiás (UFG) e a do Pará (UFPA) também participarão da pesquisa.
Uma das primeiras constatações do grupo foi que os sistemas construtivos atuais exigem novos tipos de argamassa. Para acabar com essa defasagem, o consórcio vai pesquisar quais aditivos podem ser utilizados com a argamassa tradicional e qual a melhor maneira de incorporá-los ao insumo. ''Hoje é possível adicionar fibras ou outros produtos que conferem maior aderência, resistência e elasticidade à argamassa. A questão é saber como incorporar'', diz Regattieri. Para os edifícios mais altos, por exemplo, o consórcio deve pesquisar uma argamassa específica, que atenda a todos os requisitos para aplicação. (S.F./AE)

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