Produção de telha de material reciclável ainda é pequena
A base do material usado para produzir as telhas e tapumes é o miolo das caixas Tetrapak e os resíduos de tubos de pasta de dente. A produção ainda é pequena, mas as características do material resistente e isolante térmico têm atraído muitos interessados. Há um ano, um empresário de Marialva (17 km a leste de Maringá), Emiliano Leal da Cunha, produz as telhas que foram usadas para a construção do labirinto ecológico.
A idéia surgiu depois dele ter conhecido uma fábrica desses mesmos materiais, no estado de São Paulo. Além disso, Cunha fazia parte do conselho do meio ambiente da sua cidade e achou que a iniciativa poderia resolver parte dos problemas ambientais. Ele explicou que o processo começa com o recolhimento do produto pelos catadores de papel. Depois as caixas de leite passam por um grande liquidificador que separa o papel, do alumínio e do plástico interno, que será usado na produção.
Cunha classifica o material como muito resistente e bom isolante térmico e acústico. ''Ele tem uma excelente resitência mecânica, resiste a granizo, não quebra se alguém subir no telhado, não absorve umidade e o isolamento térmico é melhor do que os das telhas dos materiais convencionais'', enumera. Ele diz ainda que, a princípio, pretendia produzir as telhas para que fossem usadas apenas na cobertura de pavilhões de granjas de frango, pois são mais frescas e deixaria o ambiente mais confortável. Mas, as pessoas se interessaram pelo produto e hoje muitas casas em Marialva já são cobertas pelas telhas do material reciclável.
Segundo Cunha, por mês são utilizadas 100 toneladas de resíduos de caixa e pelo menos 20 toneladas de tubos de pasta de dente. A fábrica conta com 15 funcionários, que produzem mensalmente 4,5 mil telhas. No País, são fabricadas 50 mil telhas, por oito empresas. (E.Z.)





