O Brasil não tem tradição em construção de residências com estrutura de aço. Um dos motivos é o alto custo desse tipo de construção, o que restringe seu uso apenas em obras de alto padrão. Por outro lado, a grande produção da indústria brasileira de aço, que hoje é praticamente toda exportada, abre espaço para que o produto ganhe espaço nas construções no futuro.
Segundo o arquiteto Ubirajara Moretti, responsável pelo projeto do Aeroporto de Recife, em Pernambuco, o aço obtém cada vez mais espaço em grandes obras urbanas. É o caso, por exemplo, do prédio do Estação Embratel Convention Center, no centro de Curitiba, considerado o mais moderno complexo de múltiplos usos do Brasil, e que abrigou, nos dias 15 e 16 de setembro, profissionais e estudantes, participantes de um circuito de palestras e visitas, no Dia da Construção em Aço.
Moretti lembra, ainda, o largo uso do aço no Brasil no final do século 19, responsável por alguns icones arquitetônicos em alguns municípios. Como exemplos, cita o Merrcado do Ver-o-Peso e ex-residências de diretores da empresa ferroviária, em Belém, no Pará; e a Estação Ferroviária da Luz, em São Paulo. O aço levava vantagem, naquela época, por sua facilidade de transporte. A obra vinha pronta de países desenvolvidos, principalmente da Bélgica, para serem apenas montadas no Brasil.
O evento foi promovido pela Associação Sul Brasileira de Construção Metálica (Ascom), com apoio do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA). O principal objetivo foi demonstrar aos acadêmicos de arquitetura e engenharia civil as vantagens do uso do aço estrutural, a rapidez na construção, preocupação ambiental, entre outros itens importantes. (M.G.)

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