Procura-se imóveis comerciais para locação
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de agosto de 2009
Nelson Bortolin<br> Especial para a FOLHA 
Se a crise não assusta mais os empresários da construção civil em Londrina, o mercado de locação de imóveis também parece não ter motivo para reclamar. Algumas imobiliárias vêm sentindo aumento na procura e outras afirmam ter mantido estabilidade nos negócios nos últimos meses. Em julho, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi), foram colocadas para alugar 1.527 unidades residenciais e comerciais 6% a mais que a média dos últimos 12 meses, que é 1.436.
Na imobiliária Raul Fulgêncio, o gerente de Locação, Éber Vinícius Cordeiro, afirma que estão faltando imóveis comerciais para locação. A procura ficou inibida até maio. Durante a crise, houve empresário que fechou a empresa e desocupou imóvel. Mas agora as pessoas começam a perceber que a situação não é tão feia e voltam a investir. E também tem as empresas que deixaram projetos de expansão engavetados e que agora começam a tirar do papel, afirma.
De acordo com Cordeiro, junho e julho foram meses muito bons na locação de imóveis comerciais. Ele garante ter alugado imóveis antes mesmo de estarem prontos. Tenho uma construção na Higienópolis que a pessoa assinou o contrato de locação oito meses antes do prédio ficar pronto, diz o gerente.
Cordeiro alega haver também um reaquecimento na locação de imóveis residenciais. Nos meses anteriores, teve imóvel que ficou muito tempo fechado e que o proprietário teve de lançar mão de uma redução no valor do aluguel para conseguir inquilino, diz. O índice utilizado pelas imobiliárias para reajuste de aluguel residencial, o IGP-M/FGV acumulado nos últimos meses, vem decaindo desde o ano passado e chegou negativo em julho pela primeira vez: - 0,6591. Segundo Cordeiro, esta notícia faz com que os novos locatários negociem mais na hora de fechar um contrato.
Na imobiliária Santamérica, os corretores estão sentindo falta de barracões comerciais para alugar. Quando comecei a trabalhar há 12 anos, Londrina tinha muito barracão vazio. Hoje não se vê mais, conta Márcia Correia Vilharquide, supervisora de Locação. Já para Severino dos Santos, corretor da Walik Kaus, o mercado está estável tanto para comerciais quanto para residenciais. O que estamos sentindo falta é de apartamentos de dois ou três quartos, na faixa de R$ 400 a R$ 700, afirma. Ele lembra que o pico de procura de imóveis residenciais é no final e no começo do ano, em virtude da movimentação de estudantes na cidade.


