Prevenção de incêndio exige prioridade máxima
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domingo, 16 de dezembro de 2012
Vinícius Fonseca <br> Reportagem Local 
''Prevenir é melhor que remediar'', diz um antigo dito popular que jamais perderá a atualidade em diversos setores, como o da prevenção de incêndios em edifícios e condomínios. O risco existe e por isso investir na formação de funcionários e moradores pode aumentar a segurança nesses locais.
No estado de São Paulo, por exemplo, desde 2001 há uma legislação que determina a formação de brigadas de incêndio em edifícios. ''O papel de uma brigada de incêndio é o de organizar e facilitar a ação dos bombeiros no combate ao fogo'', informa o engenheiro civil e de segurança do trabalho, Paulo Palmieri Magri, especialista em engenharia de incêndio. Esse grupo é o responsável por tomar as primeiras medidas, como a da evacuação do edifício e de avisar ao Corpo de Bombeiros.
Segundo Magri, apesar da legislação, as brigadas de incêndio são mais comuns em edifícios comerciais, mas não são tão comuns nos residênciais. ''A probabilidade de um incêndio em um edifício comercial é maior, entretanto, ele ocorre também em prédios residenciais e é preciso saber agir. Os primeiros minutos de ação são fundamentais para se salvar vidas'', alerta. Ele admite que falta fiscalização e com isso, o assunto é deixado de lado.
O 2º tenente Rodrigo Manoel dos Santos explica que vistorias são feitas regularmente em Londrina, pela Corporação para checar se os prédios estão atendendo às medidas de segurança previstas no Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (Coscip). De acordo com ele, são averiguadas as condições das escadas, saídas de emergência, dos extintores e outros equipamentos. ''Os extintores devem estar dentro do prazo de validade e funcionando normalmente. As escadas não podem conter em sua estrutura material que inflame com o fogo e as saídas de emergência devem ter seu acesso facilitado e estar dentro dos parâmetros previstos na Npt 011 e NBR 9.077'', orienta.
Nas saídas, por exemplo, entre outros detalhes é analisada a largura da porta, cuja medida mínima é de 1,2 metro, mas que pode variar de acordo com a população do pavimento e também se ela abre no sentido de fuga do indivíduo que a utiliza.
O bombeiro destaca que as lâmpadas de emergência também precisam funcionar adequadamente. Em caso de incêndio ele orienta que os bombeiros devem ser acionados o mais rápido possível. ''A rede de hidrantes da própria edificação será utilizada pelos bombeiros, então, é importante que ela esteja com a manutenção em dia'', orienta.
Ainda segundo ele, os moradores devem evitar o acúmulo de objetos nas escadas para facilitar a passagem dos ocupantes da edificação até a saída mais próxima.
Manoel dos Santos argumenta que muitas das edificações em Londrina, por serem antigas, não estão corretamente adequadas as exigências dos Bombeiros. Nesses casos é gerado um termo de compromisso onde são especificadas as alterações necessárias e dado um prazo para que elas sejam realizadas. O tempo máximo oferecido pelos bombeiros é de 1 ano.
Passado esse período, uma nova vistoria é feita e caso não as mudanças não tenham sido realizadas é aplicada uma multa e encaminhada uma documentação para o Ministério Público reprovando a edificação. O valor mínimo da multa é de R$ 3 mil reais podendo variar de acordo com o tamanho de área do local.
O tenente alerta que para as edificações novas, que tem uma grande área e fluxo considerável de pessoas é exigida a presença de uma brigada de incêndio, porém adianta que os bombeiros não fornecem cursos e que os mesmos devem ser procurados pelos próprios administradores do condomínio. ''A existência de uma brigada é de grande auxílio pois ela prestará o primeiro combate até que os bombeiros cheguem'', argumenta. (Colaborou Célia Guerra)


