Prevenção ainda é o melhor caminho
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sábado, 07 de abril de 2012
Paula Costa Bonini <br> <br> Reportagem Local 
A alta incidência de assaltos a condomínios nos últimos anos tem levado muitos edifícios a aprimorarem seus sistemas de segurança. Mesmo com todos esses novos aparatos, os condomínios continuam suscetíveis a assaltos. No entanto, investir apenas em tecnologia não é suficiente para melhorar a segurança dos prédios. É preciso treinar funcionários e conscientizar os moradores de que é necessário adotar determinados hábitos e obedecer às regras condominiais com mais rigidez.
Para o síndico Eduardo Ogleari, do Residencial Bella Fonte (Zona Sul de Londrina), é de suma importância cada condômino fazer a sua parte. ''Não adianta a administração e os funcionários se empenharem se o morador não contribuir'', afirma. De acordo com ele, cerca de 50% dos condôminos são conscientes sobre a importância de zelar pela segurança. ''Muitos moradores vieram de casas e estão aprendendo aos poucos a viver em condomínio'', justifica o síndico.
O especialista em Direito Imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados, Rodrigo Karpat, reforça a necessidade dos condomínios implantarem medidas preventivas. ''A segurança é uma soma de fatores que incluem desde barreiras físicas e treinamento de funcionários, até a cooperação dos moradores'', diz.
Manter a segurança é um desafio ainda maior em condomínios onde o fluxo de pessoas é maior, como é o caso do Residencial Bella Fonte. São 128 unidades e cerca de 500 moradores. ''Investimos em cerca elétrica, câmeras de monitoramento, portões duplos na garagem e portaria, além de funcionários 24 horas'', pontua. De acordo com Ogleare, a portaria monitora todo o condomínio, contribuindo muito com a segurança. ''Também procuro conversar sobre isso nas assembleias'', acrescenta.
O consultor técnico de segurança da Digitemp, Paulo Lopes, destaca que a cerca elétrica e as câmeras de monitoramento são os aparatos mais instalados nos condomínios. ''O sistema de câmeras é uma ferramenta de trabalho fundamental para condomínios de qualquer porte'', afirma.
Uma novidade que vem sendo cada vez mais procurada é o sistema de controle de acesso efetivo, que monitora a entrada e a saída de pessoas. ''Trata-se de um software que registra o nome, o RG e a foto de quem tem acesso ao local. No final do dia pode-se imprmir um relatório para verificar se todo mundo que entrou saiu'', explica Lopes.
O especialista em Direito Imobiliário, Rodrigo Karpat, alerta também sobre a responsabilidade do condomínio em ressarcir os prejuízos em casos de assaltos ou ações criminosas. ''No caso de furtos ou roubos dentro do condomínio ou nas unidades autônomas, o edifício não é responsável pelo ressarcimento do morador, uma vez que a segurança pública compete ao Estado. O condomínio será responsabilizado nos casos em que houver culpa do prédio, ou seja, quando houver envolvimento de um dos seus funcionários ou facilitação pela portaria, mesmo que de forma involuntária. E se o prédio tiver assumido a responsabilidade pela segurança, seja pela contratação de vigilantes ou se estiver previamente descrito na convenção'', explica.


