Evento inédito no país, o I Congresso Brasileiro para a Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural, realizado de quinta (27 de setembro) até o final da tarde de ontem (sábado), no Centro Cultural e de Eventos do Descobrimento, em Porto Seguro (Bahia), procurou fazer ainda mais do que aprofundar os estudos e o debate técnico e científico sobre a importância da conservação dos bens patrimoniais representativos da cultura brasileira.
Reunidos na cidade marco da história brasileira, representantes de órgãos como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e do Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT da EMBRATUR), buscaram juntos meios para mobilizar e conscientizar também os prefeitos municipais para a ''riqueza do patrimônio cultural'' de uma cidade, representada em seus diferentes campos - social, político, artístico, arquitetônico.
Por isso, além dos debates técnicos e científicos, os organizadores do congresso promoveram mesas redondas e conferências para a divulgação das experiências desenvolvidas em diferentes partes do país, e criaram um Fórum de Negócios, que pretende analisar projetos ainda não implementados e propor soluções projetuais e financeiras para sua viabilização, com a participação de gestores estaduais, municipais e de organizações não-governamentais (fundações, instituições etc).
Na coordenação do fórum que foi realizado durante os dois últimos dias do congresso, os representantes da Unesnco, Sylvio Mutal (consultor) e Glória Morales (diretora da Oficina Regional de Cultura para América Latina e Caribe), e Alfredo Henrique Caldas de Souza, diretor técnico do Instituto Monte Pascoal, especialista em conservação e restauração de monumentos e sítios históricos (UNESCO/MINC/UFBA 1998), e diretor da Probus - Projetos Arquitetônicos e Restauro, Planejamento Urbano, Consultoria e Construção. (L.B.)

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