Você saberia como proceder caso ocorresse um incêndio no seu edifício? A verdade é que poucas pessoas se preocupam com esse tipo de situação. Contudo, saber o que fazer, ter os equipamentos corretos e a manutenção em dia é fundamental para evitar que o problema se alastre. Estatísticas comprovam que o controle para que fogo não se espalhe por todo o local acontece nos primeiros quatro minutos. E é aí que as pessoas que estão no lugar precisam agir.
Justamente para ninguém ficar em apuros na hora de uma emergência, o Corpo de Bombeiros faz rígidas exigências aos condomínios quanto aos elementos de combate a incêndio. O chefe do setor de prevenção do Corpo de Bombeiros de Londrina, tenente Fábio Azevedo, explica que os equipamentos básicos são pelo menos um extintor por andar, hidrantes com mangueiras e os esguichos. A falta de qualquer um destes itens impede que as primeiras providências sejam tomadas pelos moradores e também atrapalha o trabalho dos bombeiros.
Já as saídas de emergência devem ser padronizadas de acordo com a Norma Brasileira (NBR) 9077. Segundo essa norma, o edifício deve possuir escadas enclausuradas, com corrimãos dos dois lados e piso antiderrapante e de material anticombustão. As portas têm que ser as especiais corta-fogo. O tenente Azevedo lembra que a iluminação de emergência não está incluída nessa norma, mas também é obrigatória.
A professora Consolita Miranda, síndica de um edifício residencial no Centro de Londrina, é testemunha de como é importante poder contar com os equipamentos na hora de um incêndio. Por causa de uma vela acesa esquecida por um morador do prédio, o apartamento dele começou a pegar fogo. Depois de avisada pelo porteiro, Consolita logo chamou outros moradores para arrombar a porta do apartamento do vizinho e tentar controlar o incêndio. ''O quarto já estava em chamas, mas mesmo assim foi possível acabar com o fogo com o extintor do corredor'', conta.
Leia mais na página 8

mockup