Curitiba está entre as sete capitais que tiveram recuo nos preços dos imóveis
Curitiba está entre as sete capitais que tiveram recuo nos preços dos imóveis | Foto: Shutterstock

São Paulo - Após subir 0,13% em janeiro, o preço nominal médio dos imóveis residenciais teve uma desaceleração em fevereiro e fechou o mês com alta de 0,08%, de acordo com pesquisa realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O resultado aponta para uma queda real no preço dos imóveis, considerando que a inflação esperada para fevereiro é de 0,35%, segundo o Boletim Focus, do Banco Central

No acumulado dos primeiros dois meses do ano, os preços mostraram alta de 0,21%, enquanto nos últimos 12 meses, o avanço foi de 0,07%, também ficando abaixo da inflação no período.

O levantamento é feito com base nos anúncios de imóveis em 50 cidades, das quais 16 são capitais. Em fevereiro, nove das 16 capitais pesquisadas tiveram alta nos preços: Salvador (0,02%), Rio de Janeiro (0,08%), Fortaleza (0,24%), São Paulo (0,27%), Vitória (0,39%), Brasília (0,56%), Manaus (0,84%), Goiânia (0,94%) e Florianópolis (1,00%).

Já as outras sete capitais tiveram recuo nos preços: Maceió (-0,03%), Campo Grande (-0,12%), Recife (-0,13%), Porto Alegre (-0,19%), Belo Horizonte (-0,43%), Curitiba (-1,59%) e João Pessoa (-2,30%).

O preço médio do metro quadrado (m2) anunciado foi de R$ 7.189. O município do Rio de Janeiro se manteve como a capital com o preço mais elevado (R$ 9.481/m2), seguida por São Paulo (R$ 8 862/m2) e Brasília (R$ 7.367/m2).

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

Já a indústria de materiais de construção no País começou o ano em baixa, com queda nas vendas pelo segundo mês consecutivo. As vendas do setor em fevereiro caíram 2,5% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Já nos últimos 12 meses até fevereiro, as vendas acumularam crescimento de 0,3%. Os dados são da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).

Por sua vez, a quantidade de pessoas empregadas na indústria nacional de materiais recuou 0,4% em fevereiro, mas ainda conserva elevação de 1,5% no acumulado dos últimos 12 meses.

Em seu levantamento, a Abramat avaliou que a concretização das expectativas em relação à economia - como aprovação de reformas estruturais, retomada de obras paradas e aquecimento de vendas do setor imobiliário e do varejo - será fundamental para nortear o desempenho do setor.

Apesar da baixa no começo do ano, a Abramat manteve sua projeção de fechar 2019 com crescimento de 2,0% em relação a 2018. No ano passado, as vendas no setor subiram 1,2%, patamar que ficou abaixo do inicialmente previsto pela associação, que esperava expansão de 1,5% a 2,0%.

Ainda assim, o dado foi considerado positivo, pois interrompeu uma sequência de três anos consecutivos de retração nas vendas de materiais pela indústria.

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