Preço e qualidade conquistam clientes
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de novembro de 1997
Guilherme Vieira Curitiba 
Para se destacar e conseguir espaço no mercado imobiliário, os empresários do setor estão se utilizando cada vez mais de projetos criativos, apostando na diferenciação de conceitos, durante a criação do imóvel e na hora da venda, para conquistar o consumidor. Esta maneira agressiva de encarar o setor é vista pelo arquiteto Bruno De Franco, diretor da Construtora Moro, como fator determinante para quem vai permanecer ou abandonar o mercado. Quem quiser continuar atuando, vai ter que ser competente, profissional, criativo e trabalhar muito. Segundo De Franco, apesar da crise da Encol e agora da crise das bolsas de valores asiáticas com reflexos no mundo todo, o mercado não sofreu grandes alterações, tendo a sua empresa superado as metas de comercialização do mês de outubro em 30%. A empresa deve fechar novembro cumprindo as metas estabelecidas pelo planejamento da diretoria.
Já para Virgínia Luiza Macedo, diretora-financeira da Venétia Construtora e Incorporadora, o importante é enxugar custos para conseguir repassar ao comprador esta diferença, o que vai tornar o imóvel mais atrativo para o consumidor. Ela também concorda que as últimas crises não mexeram com o mercado, e diz que o consumidor necessita hoje de uma melhor relação custo/benefício para se sentir atraído para a compra.Trabalhamos hoje com um alto controle sobre o material empregado nas obras, para que se gaste onde aparece, e onde não aparece, se economize.
Apostando no conceito qualidade de vida no trabalho, para diferenciar seu empreeendimento, a Construtora Moro lançou o Eco Business Center, centro comercial situado no Ecoville, em Curitiba. Tendo como característica principal a proximidade com a natureza, o projeto busca também oferecer o menor preço por metro quadrado, em torno de R$ 550,00. Segundo o diretor da construtora, Bruno de Franco, o projeto foi lançado na Feira Imobiliária de Curitiba, no mês de setembro, e já atingiu a comercialização de 20% do total.
Já a Venetia Construtora e Incorporadora, também de Curitiba, alcançou um bom desempenho de vendas com o lançamento do Milano Trade Center, um centro comercial de boa localização (na Rua Nunes Machado, entre Silva Jardim e Sete de Setembro), e bom preço. A diretora-financeira, Virgínia Luiza Macedo, informou que a empresa conseguiu racionalizar custos e ter um imóvel atraente, a um preço de R$ 573,33 por metro quadrado, e ainda oferecer um financiamento próprio com juros abaixo do mercado situado na faixa dos juros da poupança mais 1% ao mês, com o que conseguimos vender 20% do empreendimento em 20 dias, finalizou.
Pelos ajustes e adequação de custos impostos pelo próprio mercado consumidor para o setor construtor, o ano de 97, segundo Mauricio Dinardi, foi o ano do mercado comprador. A expectativa é que também 98 favoreça mais o comprador. Isto significa que, a médio e longo prazo, vamos ter incremento de investimentos na área, diz o empreendedo. E a flutuação do mercado financeiro internacional, com os últimos resultados negativos para o investidor especulativo, poderá trazer sensíveis benefícios ao setor da construção civil. Afinal o imóvel, seja ele comercial ou residencial é uma forma de aplicação segura.
Com um volume de mais de 600 unidades comerciais e residenciais sendo edificadas, o diretor da Construtora Dinardi concorda que os aspectos de maior influência para uma boa comercialização são localização, projetos bem elaborados e de bom acabamento e confiança do empreendedor. Estes são ingredientes básicos que levam o consumidor a pensar no imóvel como um bom produto de investimento. O construtor argumenta que, pesquisas dos últimos três anos demonstram a valorização real obtido pelos que investiram: Fora o benefício do uso como moradia ou de rendimentos mensais, obtidos através da locação, os imóveis residenciais em Londrina, tiveram uma valorização em dólar entre 27% e 28%. (colaborou Ligia Barroso)


