Preço de imóvel será decisivo para programa
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sábado, 11 de abril de 2009
Agência Estado 
São Paulo - O sucesso do programa ''Minha casa, minha vida'' vai depender do governo federal acertar na calibragem do preço das moradias destinadas à parcela da população com renda familiar mensal de até três salários mínimos. A avaliação é do presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), João Crestana. O preço médio das unidades para essa fatia será de R$ 40 mil, mas os valores regionais ainda estão sendo definidos e serão publicados até 13 de abril, segundo a secretária nacional da Habitação, Inês Magalhães.
Conforme a cartilha distribuída pelo governo no lançamento do pacote, as construtoras interessadas em produzir para o segmento devem apresentar projetos às superintendências regionais da Caixa Econômica Federal (CEF). Após analisar os projetos, a Caixa vai contratar a operação, acompanhar a execução da obra, liberar recursos e, concluído o empreendimento, realizar sua comercialização.
A abrangência do programa para a faixa de até três salários mínimos são capitais e respectivas regiões metropolitanas e municípios com mais de 100 mil habitantes. Em ''condições especiais'', municípios com população de 50 mil a 100 mil habitantes poderão também ser contemplados.
Conforme o presidente do Secovi-SP, durante a elaboração do pacote, empresas do setor apresentaram a representantes do governo planilhas com relação de custos de materiais e mão de obra para produção das unidades, além do lucro a ser obtido, para se chegar a um preço possível para as moradias. As unidades para famílias com renda de até três salários correspondem a 40% do total de um milhão de moradias previsto no programa, ou seja, a 400 mil unidades.


