Investimento em tecnologia, modernização. Palavras de ordem entre as grandes construtoras brasileiras que procuram ainda aliar ao arrojo, projetos com custos menores, maior qualificação de serviços e benefícios agregados. ‘‘E, uma tendência no mercado nacional que irá viabilizar o equacionamento dos custos e a manutenção do padrão de qualidade é a utilização de materiais pré-industrializados’’, argumenta o empreendedor e construtor paulista Antônio Setin.
Procedimento já adotado pela própria Setin Enpreendimentos Imobiliários. A empresa está importando da indústria italiana Edilerre, 22 containêres de banheiros pré-fabricados, que serão utilizados na construção do Hotel Ibis Casa Verde, o primeiro da zona norte de São Paulo, com projeto inédito até então no Brasil.
Nesse sistema o banheiro já vem pronto e fechado em concreto armado. Porém é possível dar o acabamento que a construtora desejar. É o primeiro caso de utilização deste tipo de material na indústria da construção brasileira. Já sendo entregues, os banheiros serão instalados nos apartamentos do último andar do hotel, através de uma grua. Depois, basta apenas conectar os shafts das redes hidráulica e elétrica.
De acordo com o engenheiro técnico responsável, Giorgio Lorenzo Vanossi, o banheiro é o item mais complexo de uma obra, pois envolve parte hidrálica, elétrica, esgoto e impermeabilização. ‘‘Se ele já chega pronto, todo este trabalho é eliminado. Além disso, o controle de qualidade é muito mais fácil, visto que tudo é testado no chão’’, comenta.
Também a fachada do Hotel Ibis Casa Verde está chegando na obra pré-fabricada. Serão utilizados painéis de 3,65 metros x 2,85 metros, que possuem, inclusive, as esquadrias prontas. As janelas são apenas coladas neste painel. Além da diminuição de custos, segundo Vanossi, esse procedimento permite uma redução de 90 dias no tempo de montagem da fachada, em relação à construção convencional.
‘‘Além disso, com o emprego de materiais pré-industrializados estamos conseguindo reduzir em 30%, o tempo previsto para a execução da obra’’, complementa Antônio Setin, diretor da construtora. Ele diz ainda que este procedimento - incremento tecnológico - é uma das alternativas para que as empresas do setor não sejam afetadas pela crise econômica financeira. ‘‘Acredito que haverá uma profissionalização muito grande dentro das empresas por conta do panorama atual do mercado imobiliário, até mesmo como uma forma de resgatar a credibilidade junto aos investidores’’, completa.

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