O potencial do mercado brasileiro e a atual estabilidade econômica, a posição geográfica, e uma das melhores fontes de mercado de matéria-prima - o aço - definiram a entrada da Butler no País há dois anos. A empresa americana, líder mundial em sistemas construtivos pré-engenhados em estruturas metálicas, chega agora ao Paraná através da associação entre a Marson, franqueada master brasileira, e a Set Engenharia, de Londrina.
Fundada em 1901 em Kansas, Estados Unidos, país onde estão instaladas sete unidades industriais e um laboratório, a Butler possui fábricas também na Escócia, Arábia Saudita, China, Japão e México. No Brasil, as operações foram iniciadas a partir de uma aliança industrial com a Usiminas. As obras da fábrica na cidade mineira de Santana do Paraíso, com investimentos de US$ 16 milhões, foram iniciadas no mês passado. A capacidade de produção anual no Brasil está estimada em 20 mil toneladas de estruturas e painéis metálicos, que corresponderão a um faturamento de mais de US$ 30 milhões, já em 97.
O sistema é adequado tanto para construções industriais, comerciais e armazenagem, como para shoppings, estádios e clubes. A cobertura é dotada de isolamento térmico e acústico, com o uso do Galvalume (alumínio + zinco). É opção para grandes vãos livres e possibilita rapidez na edificação e menor custo/benefício.
O Paraná, segundo o engenheiro londrinense Ernani Lacerda de Athayde Neto, que vai responsável pelos projetos do sistema no Estado, é uma região nova e mercado promissor de negócios para a Butler. ‘‘A vinda de fábricas e montadoras de automóveis, a montagem de armazéns graneleiros para estocagem de grãos em área portuária e os projetos de grandes edificações comerciais, como shoppings, aeroportos, escritórios inteligentes, áreas de lazer se enquadram neste sistema que permite, acima de tudo, a criatividade arquitetônica’’. Ele exemplifica: ‘‘Os pré-engenhados metálicos Butler não são estruturas pré-moldadas. Neste sistema, não é o projeto que é adequado à disponibilidade dos moldes; ao contrário, o sistema é montado, em todas as partes estruturais da construção (inclusive paredes, janelas e cobertura), de acordo com a necessidade estabelecida em projeto’’.
O sistema O único limite determinado para a aplicação do sistema construtivo pré-engenhado em estruturas metálicas é que seja utilizado para construções acima de 100 m2. A equipe da Set Engenharia argumenta que o limite existe apenas para melhor compatibilizar a relação custo/benefício para a montagem da obra.
O Wall System Butler permite a estrutura para vãos livres de até 100 metros - eliminando, ou não, colunas intermediárias, criando divisórias e mezaninos. Além disso possibilita o fechamento das laterais tanto em alvenaria quanto em paredes metálicas, estas, também fabricadas pela empresa. Os painéis metálicos, produzidos com material isolante e com diferentes acabamentos e texturas, são confeccionados com ajustes e recortes próprios para a instalação de janelas e portas. Todo o sistema de fechamento é realizado com tecnologia que permite, além da modulação estrutural , viabilizar também as instalações hidráulicas e elétricas O tempo de construção é fator também importante: a média Butler mundial é de 100 m2 de construção/dia por trabalhador. O centro de distribuição e montagem da empresa (por enquanto todo o sistema comercializado no Brasil, ainda está sendo produzido nos Estados Unidos e montado por empresas credenciadas no país através de equipes treinadas nas fábricas e laboratório próprios) permite, por exemplo, a construção de 92 mil metros quadrados em apenas 38 dias.
Veja , na última página deste caderno, os sistemas de cobertura MR-24 e CMR-24, desenvolvidos pela Butler.

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