Prazer total à beira do lago
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de julho de 2001
Célia BaroniDe Londrina 
Pier estrutura marítima, adaptável a rio e lagos, enraizada em terra que pode servir como cais acostável para embarcações em geral ou equipamentos de esporte náutico.
Taí um espaço que tem nome de área elegante. Afinal, o pier, ainda mais particular, serve apenas às casas que estão localizadas à beira do mar, de um lago ou rio. Um nome que só pode traduzir o exercício de todo prazer ligado ao contato com a água e a natureza. Uma estrutura que pode servir tanto à apreciação como no suporte para se aproveitar as delícias da água.
É assim, dedicado ao prazer, o espaço assinado pelas arquitetas Cláudia Meyer e Sueli de Paula, na VI Mostra De Decoração e interiores (MD&I) de Londrina. Quando vimos este espaço pela primeira vez pensamos imediatamente em transformá-lo em um lugar especial para estar e deixar-se ficar, explicam. Conseguiram.
O pier, originalmente um local de chegadas e partidas rápidas, é agora um espaço para apreciar a paisagem das águas e a natureza que formam o Lago Igapó, principal cartão postal de Londrina, que emoldura a casa-sede da mostra. A inclinação natural do terreno que leva ao molhe (deque que dá acesso às embarcações) e degraus em cerâmica branca rústica delineiam o caminho sobre a grama.
A escada apenas sugerida, marca o passo até um pequeno patamar onde a mesma cerâmica compõe um piso geométrico que acomoda espreguiçadeiras à beira do molhe. Dali se abre a visão do lago, convidando a uma espera confortável ou relaxamento e descanso.
Dois parapeitos em madeira treliçada separam visualmente o molhe da área seca do pier. Na proposta das duas arquitetas o pier é todo branco inclusive a trelissa. O branco é prático, ajuda a ampliar o espaço que é pequeno, além de ressaltar as cores da natureza, complementam.
Na composição do pier foram usadas cores da natureza expressadas na escultura feita com troncos de árvores, nos bancos, deck e escada do molhe em madeira só envernizada. No gramado prevaleceu o objetivo de deixar o espaço aberto para a paisagem. Idéia reforçada na montagem de um pequeno jardim em vasos de barro cobertos de seixos brancos, que evidenciam o movimento do terreno.
O conforto também é prioridade no molhe onde foram colocadas duas espreguiçadeiras, ampliando o número de assentos já garantidos pelos bancos clássicos e secos do espaço.


