Pratos estão tirando o lugar das telas
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de outubro de 1998
Luciane Marcuria Especial para Folha 
Os pratos decorativos - chiques ou modernos, clássicos ou contemporâneos - geralmente são usados na sala de jantar, na copa diária e centro de mesa, mas é possível encontrá-los também no quarto, no corredor, no living (meio entre a copa e a sala de jantar) e no hall de entrada como um substituto às obras de arte.
Para a decoradora Marilene Lindroth, de Curitiba, o prato de parede é válido desde que seja de boa qualidade. É como tapete persa, sendo bom, está valendo. A decoradora diz que não precisa de simetria nem combinação. A composição põe-se na hora, afirma.
Já a arquiteta Denise Pereira Bazzo diz que o principal é preservar a individualidade de cada pessoa, pois o tipo de prato é a maneira como é colocado transforma-se no retrato do dono da casa. Para não deixar o ambiente carregado ela sugere que as paredes não fiquem muito cheias. O ambiente precisa ser aconchegante, diz.
Há espaço também para pratos grandes, de até 1m20. O decorador Marcos Soares afirma que são esses que estão na moda, substituindo os quadros decorativos. Estão tirando os lugares de muitas telas.
O prato torna-se chique combinado com móveis sofisticados e clássicos. Yara Zitronenblatt, arquiteta de estilo contemporâneo, que este ano completou a quarta exposição na Casa Cor, diz que cada prato da casa precisa ter um significado diferente. Tem que ter o porquê de cada peça, e o chique é a composição, diz Yara.
A arquiteta Maria Nadir Carvalho conta que o segredo para não errar com os pratos decorativos está na harmonia e proporção. Ela indica pratos decorativos no hall de entrada e junto ao aparador.


