Seguindo a legislação local referente ao parcelamento de solo - que prevê a doação de um terreno ao município em loteamentos em área acima de 20 mil metros quadrados -, a Construtora Plaenge assumiu também as benfeitorias de área municipalizada, de aproximadamente 3.500 m2, no Alto da Palhano, que se transformou na Praça Pé Vermelho, localizada na Rua Jerusalém (entre as ruas Ernani Lacerda de Athayde e João Huss). "Foi uma forma de valorizar o nosso empreendimento e agilizar a construção da praça, que não teve nenhum custo para o município. Além disso, ampliamos a iluminação pública e investimos na abertura de algumas ruas e de galerias do entorno, facilitando o acesso para a população em geral", destaca o gerente regional da Plaenge, Olavo Batista Jr.,em Londrina.

Concluída em 2006, a Praça Pé Vermelho atualmente atende diretamente os moradores de cinco empreendimentos da construtora localizados em sua proximidade, sendo que estão previstos mais quatro lançamentos. A ideia deu tão certo que a construtora está investindo na finalização de uma outra praça – a Praça do Pioneiros -, e que terá até uma escultura em homenagem aos fotógrafos lambe-lambe de Londrina. "São projetos dispendiosos, mas que valem muito a pena pelo seu custo-benefício dentro de uma perspectiva de crescimento sustentável", avalia.

Com o objetivo de possibilitar de forma permanente um espaço agradável além dos domínios privados dos condomínios, Batista destaca outro desafio: "É importante salientar que não basta apenas entregar a obra pronta, com a praça bem equipada e decorada. É preciso criar condições para tornar possível a manutenção contínua do espaço e, nesse sentido, tivemos a ideia de formar uma associação de moradores, a Associação Alto da Palhano, proposta que está dando certo, embora ainda passe por processo de amadurecimento", conta Batista.

ATITUDE DE CIDADANIA

Moradora da região há três anos, a arquiteta Fernanda Jacob Costa Gadelha integra a associação de moradores e apoia a iniciativa. "Acho muito interessante o envolvimento de todos para que esse espaço continue bonito e bem cuidado. A minha parte favorita é a área do pergolado, que faz sombra e dá para ficar contemplando a paisagem", comenta. "Ainda não tenho filhos, mas os meus sobrinhos costumam frequentar esse espaço, que é um lugar bastante agradável. Faz diferença poder conviver com esse 'pulmão verde' no meio dos prédios", acrescenta.

Com as despesas divididas entre os moradores de três condomínios, é possível custear um zelador e um vigia noturno para a praça. E, pensando no conforto dos frequentadores, até saquinhos plásticos são disponibilizados na praça para o recolhimento dos dejetos dos cachorros. "Tem pessoas de outras regiões que vêm de carro trazer os cachorros para passear aqui e muitas noivas também costumam aproveitar o espaço como cenário para fotografias", recorda. "O nosso cuidado com o local tem três vertentes: manutenção, limpeza e segurança. É triste ver que isso não é a realidade da maioria das praças da nossa cidade", lamenta.

Recentemente, para comemorar o Dia das Crianças, a associação organizou um evento beneficente na praça em prol da Ong Viver e da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), com toda a renda das barracas de alimentação revertida para as entidades. "Foram organizadas várias brincadeiras de rua para as crianças e isso também ajuda a promover a união entre os moradores. Está sendo possível criar e cultivar esse vínculo e é legal que todos tenham noção da importância de colaborar para a conservação desse espaço. Se não cuidarmos, o local acaba ficando degradado", afirma, lembrando que outros prédios da região também podem integrar a associação.

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