Povos da antiguidade usavam o material para fazer jóias
Povos da antiguidade usavam
o material para fazer jóias
Os primeiros vidros encontrados eram azuis, datam de 2.500 a.C. e foram encontrados na Mesopotâmia. Não se sabe como, mas a técnica chegou aos egípcios, fenícios , etruscos e gregos. E durante milênios, eles mantiveram o vidro como seu mais precioso segredo. Com ele, estes povos faziam jóias belas, raríssimas e preciosas. Naquela época era muito mais difícil fazer uma conta de vidro que elaborar metais preciosos.
Com o desenvolvimento da técnica das jóias, eles passaram a pequenos frascos. Só depois do século 1 a.C., na Síria, é que começaram a soprar literalmente o vidro. No lugar das minúsculas esculturas em patê de verre ou core formed (derretimento de vidro em moldes) trabalhosos e requintados, o vidro soprado, simples e produtivo, conquistou os mercados populares.
Da Síria, onde a técnica foi inventada, para Roma foi um sopro . Os romanos aprimoraram e sofisticaram vasos e jarras para a nobreza. O povo aplaudiu os novos recipientes para azeitonas, conservas e bebidas que não impregnavam cheiro nem pegavam azinhavre: quase banais, mas muito úteis e bonitos.
Do império bizantino, e dos islâmicos herdamos os mosaicos e vitrais. Veneza confinou os vidreiros na ilha de Murano, na tentativa de manter a hegemonia do vidro. Conseguiu durante quatro séculos, mas o segredo vazou. Entre as técnicas mais finas, a mais amarga perda foi o segredo do Cristtallo, criada e desenvolvida em Veneza.
A indústria revolucionou o vidro que virou lâmpadas, garrafas, frascos de perfume, arsenal de laboratório e farmácia óculos, lentes, tubo de TV, fibra ótica, etc. Mas isto criou controvérsias. Um grupo de artistas com o apoio de poetas e filósofos fechou o século 19 fazendo o que nenhuma máquina poderia fazer.
Arts and crafts era o grito da moda. Art nouveu chamava-se o movimento que fez o vidro fervilhar na França. As peças eram assinadas, e o vidreiro passou ao status de artista. Gallé, Daum, Tiffany, Lalique esmeraram-se em técnicas complicadas, esculpiram flores e temas da natureza em vasos e luminárias tão delicadas quanto intrincadas.
Se no final do século 19 procurou-se juntar o artista e o artesão numa coisa só, na metade do nosso século eles estão mais separados do que nunca. O artesão continua artesão e o artista vira designer. Um pensa e o outro executa, como cabeça e braço separados. (Da Redação)





