A indústria da construção civil norte paranense concluirá 2005 sem alterações em relação ao ano passado. Para o empresário Junker de Assis Grassiotto, presidente da entidade patronal, a política econômica adotada pelo governo federal é a principal responsável pelo desaquecimento do setor. ''Ele está mais preocupado com os empréstimos obtidos no Fundo Monetário Internacional (FMI) e com os juros da dívida interna. Essa é a razão pela falta de dinheiro em circulação no mercado. Infelizmente, quem paga a conta é a população que acreditou nas promessas de financiamento e geração de emprego que não ocorreram'', justificou o empresário.
Dados fornecidos pela Secretaria de Obras de Londrina apontam queda de 10,5% no volume de metros quadrados erguidos no primeiro semestre deste ano comparado a 2004. O mesmo acontece com o número de projetos aprovados pelo município. De acordo com a Secretaria, a diferença é de 19,08% entre um período e outro. Para Grassiotto, esse levantamento não traduz a realidade porque alguns projetos do ano passado estão em andamento ou foram concluídos em 2005 assim como obras e reformas que são realizadas na clandestinidade. ''Não podemos, nem mesmo, usar como base a quantidade de operários empregados porque cerca de 60% deles são informais (trabalham sem registro na carteira de trabalho)'', explicou.
A expectativa do Sinduscon/Norte para 2006 é que a situação permaneça estável ou melhore um pouco. Na opinião do presidente da entidade, o resultado dependerá, mais uma vez, da ação do governo federal. ''Considerando que o período será de eleições, temo que ele injete dinheiro sem lastro (garantia) e com isso inflacione o mercado. Para respirarmos mais aliviados, a economia deveria crescer de 5% a 6% no próximo ano'', opinou Grassiotto.

mockup