Poder de compra da população tem que ser recomposto
São Paulo - Na avaliação do sócio-diretor da consultoria Gouvea de Souza & MD, Luiz Fernando Biaseto, o movimento de expansão das redes de varejo de material de construção está ancorado em dois importantes fatores. Primeiro, a perspectiva de que o setor de habitação será reativado com a retomada da economia e elevação a renda dos trabalhadores; segundo, há a concentração de grandes grupos no mercado, que estão se modernizando. ''Este é apenas o começo, pois o setor vai crescer muito mais.''
Os empresários do ramo lembram que o importante no momento é recompor o poder aquisitivo da população, permitindo a retomada de investimentos e o planejamento de obras. Além disso, alguns programas do governo contribuem para o faturamento das companhias, explica o presidente da Anamaco. Um exemplo é o Pró-lar, que financia a compra de material de construção para famílias de baixa renda. O programa, do governo do Estado de São Paulo, oferece empréstimos que vão de R$ 500 a R$ 5 mil. O prazo de pagamento dos financiamentos é de até 48 meses, com taxas 0,5% ao mês sobre o valor devido. Se o pagamento das parcelas for feito em dia, o mutuário é dispensado do pagamento dessa taxa.





