Depois da aprovação do Plano Diretor (PD) de Londrina em 1998, o interesse das construtoras por terrenos e áreas antigas do centro de Londrina diminuiu. De lá para cá, o recuo passou a ser progressivo, isto é, quanto mais alto o edifício, maior o recuo. Antes da legislação, porém, as construtoras erguiam prédios lado a lado, com um mínimo de recuo. Isso trouxe problemas como falta de ventilação e de insolação em alguns condomínios.
''Um afastamento maior entre as torres é uma forma inteligente de priorizar maior conforto ambiental, com ventilação e iluminação'', afirma o engenheiro e arquiteto Clóvis Bohrer.
Segundo Bohrer, atualmente a área central dispõe de terrenos mas na sua maioria pequenos e isso não interessa às construtoras. ''Elas procuram terrenos de 3 mil a 5 mil metros quadrados para construir torres. Em contrapartida, as casas e terrenos pequenos que ficaram encravados na área central serão nichos comerciais utilizados para butiques, clínicas, lojas.''
A tendência das construtoras hoje, diz ele, é erguer seus prédios em bairros. ''É uma tendência em função dos tamanhos dos terrenos que são maiores. Temos exemplos como a Gleba Palhano, cujos edifícios começaram a ser construídos após o Plano Diretor de 1998. Ali, temos prédios com recuos supergenerosos com mais de 10 metros, o que valoriza o empreendimento'', observa. (V.B)

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