O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL), José Luiz Faraco, aponta a complementaridade de serviços e a visibilidade como fatores preponderantes para que profissionais da área da saúde escolham a Avenida Bandeirantes e entorno para se instalarem. ''É uma economia de escala. O médico passa visita no hospital, depois antende em seu consultório, solicita ao paciente que faça exames em um laboratório. Esta região é um ponto de referência para pessoas que demandam serviços médicos'', analisa.
Faraco, contudo, critica o fato de o zoneamento de Londrina ser pouco restritivo a este tipo de expansão. ''Permite-se a instalação em qualquer zona, inclusive residencial, como é o caso''. Os artigos 39 e 40 da Lei 7.485, de 20 de julho de 1998, que dispõe sobre o Uso e Ocupação do Solo na Zona Urbana e de Expansão Urbana de Londrina, tratam da instalação de hospitais, consultórios, laboratórios de análises clínicas e assistência ambulatorial.
Já a prestação de assistência médica ambulatorial é permitida em zonas comerciais e residenciais, desde que: se destinem à assistência médico-ambulatorial, consultórios médicos ou odontológicos, laboratoriais de análise clínicas e clínicas médicas
Para o assessor técnico de planejamento urbano do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Humberto Marques de Carvalho, o tipo de serviço prestado na Bandeirantes sobrecarregou o sistema viário e este quando foi projetado não previa esta demanda e a população flutuante. Em relação às construções nas ruas próximas à Badeirantes a equipe do Plano Diretor está avaliando o perímetro já ocupado e o impacto destas na região para conter a ocupação.
O imobiliarista Romeu Curi acredita que Londrina pode e vai expandir os serviços de sa© úde para outras regiões. ''Hoje, a rua Júlio Estrela Moreira, a Adhemar de Barros e a própria Bento Munhoz da Rocha oferecem boa alternativa para a formação de novos nichos. (C.V)

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