Reformar um imóvel não é uma tarefa fácil. Além de dificuldades estruturais durante o processo de construção, ainda podem surgir contas que não estavam previstas e, por consequência, causar um rombo no bolso. Para evitar esses problemas, especialistas orientam os consumidores a planejar todos os detalhes técnicos e financeiros antes de iniciar uma obra e não realizar mudanças por compulsão.
Conforme o arquiteto Clóvis Bohrer, o primeiro passo para fugir dos problemas com a reforma é buscar ajuda de profissionais da área para a elaboração de um projeto. ''Esse é o melhor caminho já que as mudanças serão previstas no papel, e ali mesmo será possível realizar qualquer modificação antes que a obra seja iniciada'', esclareceu Bohrer. ''Um projeto pode parecer inicialmente um custo a mais, mas no final quem ganha é o cliente''.
Além disso, o arquiteto explica que é interessante selecionar com cuidado os materiais que serão aplicados, para que os mesmos não fiquem diferentes ou destoem do restante do imóvel que, por ventura, não seja reformado. ''Se vai quebrar o piso da sala e não o da cozinha, por exemplo, é bom que seja colocado um material que combine com os outros ambientes. Do contrário, o proprietário acaba não gostando do resultado e querendo trocar todo o restante, sem planejamento de projeto ou de verba'', destacou o profissional.
Também é importante ter em mãos todos os projetos estruturais do imóvel, como o hidráulico e o elétrico, antes de planejar a reforma. Segundo Bohrer, é a partir desses projetos que o profissional que estiver cuidando da reforma saberá, por exemplo, qual parede pode ou não ser derrubada ou se é possível instalar outras tomadas no local.
Na opinião do economista Francisco Simões, o mais importante em caso de reformas é o consumidor não realizar mudanças por compulsão. ''Às vezes a pessoa começa reformando a cozinha, entra no embalo e quer mudar todo o restante da casa sem nenhum planejamento. A atitude impulsiva pode acabar em dívida'', avisou ele.
Para não se enrolar com as contas de uma reforma, o economista ainda sugere que antes de iniciar a obra o consumidor tenha reservado pelo menos 40% do investimento. ''O melhor mesmo seria se ele conseguisse pagar tudo à vista, pois no parcelamento dos materiais de construção está embutido muito juro e quem acaba perdendo é o consumidor. Mas se ele tiver poupado um pouco já ajuda'', disse Simões.
Outra dica é para que o consumidor faça uma pesquisa de preço em um período bem próximo da reforma, pois os valores dos produtos podem sofrer alterações. ''O preço da cesta básica básica da construção tem se mantido, mas o custo dos acessórios tem oscilado constantemente'', pontuou.

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