Plaenge está entre as 10 maiores do país
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sábado, 21 de fevereiro de 1998
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
DivulgaçãoVencendo a criseFernando Fabian, diretor regional da Plaenge: A organização e a metodologia da empresa aconteceram nestes últimos cinco anos, os mais difíceis para todo o setor.Com estimativa de faturamento de cerca de R$ 50 milhões, a Construtora Plaenge, Londrina, sétima empresa do setor no ranking nacional, segundo balanço anual da Gazeta Mercantil, cria estrutura de crescimento para 98 adotando como estratégia a ampliação e diversificação das edificações residenciais. Aposta na construção de apartamentos também de médio porte, na faixa de 150 metros quadrados, investe em tecnologia de serviços para redução do prazo de entrega - a meta é de 17 meses - e amplia a produção da linha industrial incrementando as parcerias internacionais e adotando o conceito turn key, conhecido como chave na mão.
Empresa familiar de fundação e uma das mais antigas de Londrina (28 anos), o grupo hoje é constituído de cinco empresas do setor da construção civil (imcorporação residencial, engenharia e montagem industrial, usina e estruturas pré-fabricadas de concreto e montagem eletromecânica), com regionais em Londrina, Cuiabá e Campo Grande. Construiu 120 mil metros quadrados em 97 (80 mil em edificações industriais e 40 mil em residenciais, somando cerca de 200 unidades com metragem média individual de 220 m2) e saltou de 96 para 97, no ranking nacional, de 15º para 7º lugar.
De olho no mercado que hoje possibilita maior volume de negócios, em função da demanda e pelos incrementos dados aos sistemas de financiamentos já implantados no país, e por isso, segundo a empresa, se apresenta como o segmento com o maior potencial de crescimento, a construtora já lançou o primeiro edifício com unidades de 135 metros quadrados (Coral Gables, Cuiabá, 19 pavimentos com 76 apartamentos) e projeta outros sete lançamentos ainda para este ano, distribuindo 70 mil metros quadrados na construção de outros 250 unidades residenciais deste porte.
A organização e a metodologia da empresa aconteceram nestes últimos cinco anos, os mais difíceis para todo o setor; mas a acomodação do mercado, processo iniciado ano passado, trouxe também o fortalecimento das empresas que estavam credenciadas em tecnologia, seguras para a elaboração de custos e solidificadas pelo suporte e aporte econômico. São estas as garantias, necessárias ao mercado consumidor, que restabelecem o crescimento da construção civil brasileira, argumenta Fernando Fabian, diretor regional. Ele dá um exemplo do reflexo positivo do setor: Só nos primeiros dez dias de fevereiro, 14 de nossas unidades residenciais foram vendidas. Totalizamos em 40 dias do ano a comercialização de 20 apartamentos entre as regionais. Isto é, ou melhor, era considerado atípico para esta época do ano.
Somando os fatores positivos que virão naturalmente com o Sistema Financeiro Internacional - menor burocracia, maiores recursos e a consequente tendência de queda no custo financeiro da obra - o diretor da Plaenge contabiliza o menor tempo, no prazo de construção, e a garantia fiduciária, como os maiores benefícios financeiros tanto para o consumidor como para o construtor.
Como a garantia fiduciária é mais concreta que a hipotecária, as construtoras terão maiores chances de obter recursos em percentuais maiores para o consumidor final. Explico: atualmente trabalhamos com financiamentos de no máximo 70% do valor da obra, ou seja, o comprador tem que pagar a diferença do custo final do imóvel, a chamada poupança, até sua entrega. Com a implantação do SFI estes percentuais podem chegar a 100% e com isso, quanto menor for o tempo da construção, maior será a lucratividade, não apenas para o comprador morador mas também para o investidor. O morador se livrará, em um menor tempo do custo do aluguel e o investidor também terá uma rentabilidade (a receita do aluguel) em um menor espaço de tempo.


