Londrina já domina a tecnologia de fabricação de placas coletoras de energia solar a partir do plástico. O material isenta o consumidor dos inconvenientes riscos de quebra de vidros e tubulações por acidentes ou choques térmicos do sistema tradicional, especialmente durante os períodos de baixas temperaturas e geadas.
As placas estão sendo produzidas, há pouco mais de um ano, pela empresa CWL, com a utilização de polietileno rotomoldado. Além da resistência a choque térmico, o sistema, segundo o gerente nacional de vendas João Batista Magalhães, dispensa o uso de tubulações internas, bem como soldas, e está imune à oxidação ou contaminação da água por metais, e ainda rupturas, trincos e rachaduras.
O material pode ser utilizado também para o aquecimento de piscinas. As placas têm o tamanho de 1,20 X 1,00 metro, seguindo normas internacionais. A capacidade de aquecimento de cada placa é de 100 litros de água, ou, no caso de piscinas, três metros cúbicos de água.
O polietileno, como destaca Magalhães, tem capacidade natural de isolamento térmico. Isso evita aplicações de isolantes postiços que, segundo ele, criam umidade, odores desagradáveis e apodrecimento prematuro.
O baixo peso de cada placa, cerca de nove quilos, garante rapidez e facilidade na instalação e não interfere na estrutura do telhado. De acordo com Magalhães, o produto possui o mais baixo custo do mercado. ''Em apenas um ano, com a economia de energia elétrica proporcionada pelo equipamento, o consumidor recupera o investimento'', garante. Outra vantagem, como informa, é que as placas plásticas dispensam a manutenção e possuem garantia de cinco anos contra defeitos de fabricação.
A CWL está finalizando os estudos para a produção dos reservatórios de água aquecida também em polietileno rotomodulado. Eles esperam iniciar a produção antes do final do ano.

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