Com durabilidade três vezes maior que a do pavimento de asfalto, o pavimento de concreto vem ganhando espaço como solução para pavimentação no Brasil; embora sua participação na rede viária nacional seja ainda muito baixa.
A extensão da rede brasileira é de 1,7 milhão de km. Deste total, apenas 160 mil km são pavimentados (9%) e o concreto participa apenas com 3.600 km (2% do total pavimentado). Mas por sua durabilidade e manutenção mínima durante os primeiros 25 anos de uso, o pavimento de concreto está despertando grande interesse das concessionárias de rodovias e dos órgãos públicos. As obras das pistas marginais da via Dutra, nas proximidades do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos-SP, são um exemplo disso.
Empregando equipamentos de última geração, que tornaram o custo inicial da obra atrativo, a concessionária NovaDutra buscou a vantagem da durabilidade das pistas de concreto. Um estudo comparativo realizado pela Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), com base em critérios internacionais, avalizados pelo Banco Mundial, mostrou que o custo inicial do trecho executado na Dutra era o mesmo que a opção em asfalto. Já os custos de manutenção do pavimento de concreto representam apenas 13% do que seria necessário caso a pista fosse executada em asfalto. O custo final do pavimento de concreto - equação que leva em conta o custo da obra, o de manutenção e o de operação - é 62% mais baixo que o asfáltico.
Outros exemplos de obras em concreto que deverão ser iniciadas ainda este ano são interligação entre a Anchieta e a Imigrantes e a pista descendente da rodovia dos Imigrantes. Nas grandes cidades, os governos também vêm adotando a pista de concreto, em razão da durabilidade e da ausência de manutenção. É o caso da Linha Circular Sul e o Contorno Sul, em Curitiba, onde alguns corredores de ônibus biarticulados foram executados em concreto para suportar o tráfego pesado dos coletivos. (veja reportagem nesta página).
A ligação da BR-277, em Balsa Nova (PR), os corredores ‘ligeirinho’, em Curitiba e o de ‘trolebus’, em São Paulo, também são obras que o poder público preferiu investir no longo prazo e na diminuição dos custos com manutenção. Ainda neste rol, estão as obras executadas na Avenida Assis Brasil, em Porto Alegre, a pista da praia do Flamengo e o Programa Favela-Bairro, ambas no Rio de Janeiro.(L.B.)

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