Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
O achocolatado é a última moda para pisos de madeira, garante a arquiteta Sandra Wihby. Ele vem substituindo a clareza do marfim que ainda é uma das tonalidades mais vendidas no mercado. Uma característica das cores escuras é o destaque que dão aos móveis e à decoração, fundamentais para a harmonia do ambiente.
‘‘A madeira é e sempre será um toque de requinte e sobriedade’’, afirma a arquiteta, especialista em projeto de interiores. Para quem está à procura de aconchego e beleza ela é uma boa opção. Neste contexto, você pode escolher entre os pisos de madeira maciça e os laminados. A diferença está na finalidade do uso e na durabilidade dos produtos.
No grupo de pisos de madeira existem os assoalhos, os tacões e os parquetes, cada um com tamanho, espessura e visual particular. Para ficarem sempre bonitos e protegidos eles necessitam de uma camada de verniz ou sinteco, aplicada sempre após o lixamento e preenchimento de pequenas fissuras.
Para o empresário José Carlos Brustoloni, proprietário de uma loja do ramo em Londrina, a maior vantagem da madeira sobre os produtos similares é a vida útil. ‘‘Este tipo de piso pode durar de 50 a 60 anos, sem perder o brilho e a resistência. Isto graças à lixa e ao verniz que, geralmente, devem ser reutilizados a cada 10 ou 15 anos, conforme o caso’’.
O ipê, jatobá, cumaru e o marfim são as espécies mais indicadas para pisos, segundo o empresário. São árvores que produzem tábuas mais fortes, mas cuja qualidade também varia de acordo com o local de origem. O tipo da terra e o excesso de chuva podem comprometer o produto. O verniz é outro fator importante para a manutenção do piso. Se ele não for bom, a possibilidade de aparecimento de riscos tanto em madeira quanto laminado é muito maior.
Segundo a arquiteta, no caso dos pisos a desvantagem do ‘tradicional’ sobre o ‘moderno’ é o trabalho de instalação. Ambos requisitam mão-de-obra especializada, no entanto a madeira é mais delicada e exige cuidados específicos como, por exemplo, aclimatação ao ambiente em que vai ser disposta. ‘‘Se ela for colocada no térreo é aconselhável a impermeabilização do contrapiso para evitar o encanoamento. A ação da umidade intercalada com o calor também é responsável por fendas que podem surgir ou aumentar a separação entre as tábuas’’.
O laminado, além de ser um perfeito substituto do carpete, é fácil de ser colocado. Quando é utilizado em pisos térreos, deve vir protegido por uma manta de polietileno que impede o contato com a umidade. Enquanto os assoalhos, tacões e parquetes possuem de 2 a 3 centímetros de espessura, os laminados não ultrapassam os 8 milímetros.
De acordo com Brylton Mousse de Figueiredo, gerente de uma loja de laminados, os laminados de fórmica chegaram ao mercado há cerca de 3 anos e vêm sendo muito bem aceito. Ele nada mais é do que uma tábua, de compensado ou não, coberta por uma capa de madeira ou fórmica. A junção das unidades é feita com cola especial o que agiliza o trabalho e diminui a sujeira.
‘‘Hoje em dia, existe uma infinidade de marcas e padrões para todos os gostos e bolsos. A garantia no caso do laminado de madeira é de cinco anos e na fórmica 10. Se aparecer algum defeito de fabricação neste período, a indústria troca o material que tem vida útil de 15 a 20 anos’’, disse Figueiredo.
A possibilidade da lâmina de madeira ser importada aumenta ainda mais a diversidade de cores e preço do produto. É possível encontrar laminados cujo valor do metro quadrado chega a custar R$ 90,00. No caso da madeira, segundo Brustoloni, a variação é de R$ 9,00 a R$ 80,00 o metro quadrado.Assoalhos, tacões e parquetes, além dos laminados de madeira conferem sobriedade e beleza à casa
DivulgaçãoAssoalho de ipê: o tom achocolatado, segundo os arquitetos, valoriza e destaca os móveis e a decoraçãoDivulgaçãoOs tacões são uma opção de beleza e aconchego: piso de madeira sempre dá um toque de requinteDivulgaçãoOs laminados são substitutos perfeitos do carpete: facilidade de limpeza e conservação