Pisos antigos, com cara nova
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sábado, 13 de março de 2004
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A opção por qualquer revestimento, principalmente os pisos, é uma decisão muito delicada. Pelo menos na opinião do presidente da Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura Regional Paraná (Asbea-PR), Dalton Vidotti. ''Ou a pessoa pode errar feio ou acertar bonito'', afirma ele.
Talvez por isso, as indústrias do segmento estejam tão interessadas em aperfeiçoar e melhorar a qualidade e praticidade do uso desses materiais. Segundo ele, através de um olhar simples as novidades podem parecer pequenas, mas os materiais têm passado por diversas mudanças. Resistência, durabilidade e facilidade de limpeza encabeçam a lista de melhorias.''Aparentemente pode parecer o mesmo material, mas as sutis e perceptíveis mudanças alteram o ponto final'', afirma.
Os vinílicos para alto tráfego, por exemplo, passam a oferecer melhor condicionamento ambiental, proporcionando baixo ruído. Por sua vez, absorvem melhor o som, têm maior resistência e podem ser encontrados no mercado em novas cores. ''Para ter aconchego acústico é bastante recomendado'', disse Vidotti.
Com características de pisos quentes, os vinílicos combinam com regiões mais frias, de acordo com o arquiteto. O material tem ainda inúmeras possibilidades de aplicação, porém seu uso é recomendado em clínicas e escolas. Na região de Londrina, o arquiteto comenta que ''abusaria'' dos pisos mais frios, como cerâmica em geral, granitos, pedras e mármores.
Já os laminados convencionais aparecem agora no mercado com uma nova composição: uma resina é colocada por cima desses pisos, aumentando sua resistência e durabilidade. ''É mais difícil riscar o material e a composição não é suscetível às pragas como fungos e cupins'', frisa Vidotti.
Embora antigo, os pisos de borracha ou plurigoma, como são conhecidos, também se destacam como alternativa, pois dispensam o uso de cera. Eles absorvem bem o som e tem boa resistência ao fogo. O uso é indicado para imóveis comerciais, cinemas, escolas e creches, e também pode ser aplicado em outros ambientes, de acordo com a vontade do cliente. ''A arquitetura não tem restrições, suas possibilidades são infinitas'', ressalta o presidente da Asbea.
Um outro material que está no mercado há cerca de dois anos é o piso monolítico: uma resina é usada para cobrir todo o contrapiso. Completamente impermeável, o material é superresistente e fácil de limpar, basta água e sabão. ''É um material muito bonito e dá para fazer diversos desenhos que ficam impecáveis, pois essa resina é como uma pintura grossa'', explica Vidotti. Indicado para todos os locais, seu uso é limitado por ser um produto com custo elevado.
De acordo com o presidente da Asbea, dois outros materiais começam a ser usados como revestimento de piso. Trata-se do vidro, utilizando as pastilhas de vidros transparentes e coloridas, e do couro, apenas para lugares específicos.


