Usar piso frio (cerâmica ou porcelanato) nas áreas sociais já não causa mais estranheza. Ao contrário. O desenvolvimento de novos materiais e técnicas de produção trouxeram para o mercado uma variedade de produtos com qualidade e beleza que justificam a sua presença nos ambientes mais nobres da casa.

A mudança de ''hábito'' teve como maior incentivo o custo mais acessível. Comparado com o preço dos laminados em padrão de madeira, um dos revestimentos preferidos pelo consumidor brasileiro, o uso da cerâmica chega a representar uma economia que varia de 30% a mais de 50%. A facilidade de manutenção e a resistência do material vem solidificando a preferência.

Para a arquiteta Marina Brianez Rodrigues o fato dos primeiros laminados de madeira disponíveis no mercado terem sido de ''má qualidade'' também ajudou. ''Até alguns anos atrás os laminados riscavam facilmente e exigiam muitos cuidados para não perder a aparência original. Agora isto mudou e há produtos excelentes, mas o custo continua significativo'', explica.

A disponibilidade de cores e texturas que vão do visual rústico à clássica textura do mármore oferecem recursos que se adaptam aos mais variados estilos de decoração. Os formatos e tamanhos das peças cerâmicas dão ainda toda a liberdade para criar pisos aquequados tanto a ambientes pequenos como grandes.

Apesar de todas estas qualidades, Marina Rodrigues alerta que a utilização de piso frio nas áreas sociais nem sempre é conveniente. O material que compõe as cerâmicas e porcelanato em geral têm como propriedade natural propagar a umidade, por isto não é indicado para pisos de casas e apartamentos térreos.

Este tipo de piso também deve ser evitado nas áreas onde bate pouco sol. ''Em ambientes com pouca insolação, a cerâmica e o porcelanato fazem a temperatura ambiente cair sensivelmente tornando o espaço pouco aconchegante'', explica. A arquiteta argumenta que, nestes casos, nem a utilização de tapetes resolve o problema.

Ela também não recomenda a utilização do piso frio em quartos. ''A relação custo-benefício não compensa porque perde-se muito em conforto'', comenta. Para estes ambientes, diz, a melhor escolha ainda é a madeira ou revestimentos que imitam o material, desde que sejam de boa qualidade.

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