Piso auxilia portadores de deficiência
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de janeiro de 2001
Ligia Barroso De Londrina 
Com características especiais na textura e na cor, a empresa paulista Glasser desenvolveu um piso especial para auxiliar os portadores de deficiência visual, ou visão subnormal, a se locomoverem pelas cidades com mais autonomia, segurança e conforto. Inédito no Brasil, e desenvolvido a partir do resultado de quatro anos de estudos e pesquisas realizadas pela Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), da Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo, o piso referencial Podotátil foi aplicado na reforma do Viaduto do Chá.
Atenção é a mensagem proposta pelo piso, argumenta o arquiteto José Almeida Lopes Filho, secretário executivo da CPA, enumerando outra importante função do novo produto: o auxílio na prevenção de acidentes desta população. Com o Podotábil, o portador de deficiência consegue atravessar a rua, pela faixa sinalizada de pedestres ou posicionar-se corretamente em uma plataforma elevada à espera de trem, metrô ou ônibus. Após detectá-lo, a pessoa pára, posiciona-se e percebe toda a realidade e referências propostas no entorno. Depois, ela continua seguramente a sua caminhada. Esta linguagem é de fácil compreensão e grande aceitação.
Para atender as especificações técnicas, o piso referencial possui características diferenciadas de textura, a partir de relevos em formato de meia esfera arredondada, altura de 5mm, antiderrapante, com durabilidade e resistência compatíveis para receber grande fluxo de pedestres, com dimensões e posicionamento meticulosamente estudados e definidos.
Isto porque, além de auxiliar a pessoa portadora de deficiência visual, o piso não pode ser um obstáculo para as outras pessoas que usam bengala, muletas, andador, cadeira de rodas, ou ainda salto alto, carrinho de bebê, entre outros, exemplifica o arquiteto da CPA. Outro diferencial é a cor do piso em contraste com a cor do seu entorno, característica elementar para auxiliar as pessoas com visão subnormal.
Para produzir o piso, que segue critérios adotados também por outros países, principalmente quanto ao seu dimensionamento, implantação e tonalidade, a Glasser investiu US$ 150 mil em mão-de-obra especializada e material. A equipe de desenvolvimento de produtos da empresa ficou à disposição da CPA durante o processo de criação desde a elaboração de protótipos até a solução final das peças em concreto colorido.


