Graças ao avanço tecnológico as piscinas estão cada vez mais acessíveis e modernas. Atualmente, com menos de R$ 5 mil e em menos de 15 dias, dependendo do material escolhido, pode-se instalar uma piscina média (3m x 6m x 1,4m) em casa. Este caso somente se aplica aos modelos em fibra ou em vinil, que hoje representam 59% das piscinas instaladas no país.

Prova de que a fibra e o vinil caíram de vez no gosto do consumidor são os números registrados pela entidade que organiza o setor. De acordo com a Anapp Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas e Produtos Afins há quase o mesmo número de piscinas de vinil e de fibra instaladas na região Sudeste: 39% da primeira contra 41% da segunda. Em todo território nacional, a proporção é outra: do 1 milhão de unidades instaladas no país, 24% são de vinil e 35% de fibra. O concreto tem 41% de participação.

A concentração de fabricantes de fibra no Sul do país explica o desequilíbrio. Nesta região concentram-se os maiores fabricantes deste tipo de piscina. O Estado de São Paulo concentra os maiores fabricantes de vinil. A Sibrape, maior fabricante de piscina de vinil da América Latina, comemora este ano a marca de 100.000 piscinas fabricadas.

De acordo com levantamento da ANAPP, as piscinas de concreto representam hoje cerca de 41% das mais de um milhão de unidades instaladas no país. A evolução tecnológica e o custo reduzido das piscinas de fibra e vinil - praticamente 30% do preço de uma de concreto - popularizaram este tipo de recreação e fizeram as piscinas sintéticas dominar as venda no País.

Entretanto, fabricantes do setor das tradicionais piscinas de alvenaria acreditam que elas não vão desaparecer. A Ezarri, empresa espanhola de pastilhas de vidro há 40 anos no segmento, vem confirmando esta tendência de continuar firme no mercado.

A pastilha comercializada pela Ezarri em mais de 80 países é feita de vidro reciclado, o que lhe garante alto brilho e resistência. É a única no mundo que vem sem a cobertura de papel, comum nos modelos de cerâmica, reduzindo o tempo de colocação com impacto positivo no custo final da obra. De acordo com o diretor da filial brasileira, Henrique Van Deursen, a longo prazo, em virtude do baixo custo de manutenção, uma piscina de concreto revestida por pastilhas de vidro acaba saindo tão em conta quanto uma sintética.

Especializada em embelezar piscinas, a Borda Pool confecciona em cerâmica as bordas fabricadas pela empresa, e servem tanto para piscinas de concreto, vinil ou fibra. A novidade para este ano é o trabalho personalizado que a empresa desenvolve. O cliente traz o desenho e a Borda Pool trabalha com os azulejos. Segundo Paulo Sergio Oliveira, diretor da empresa, é um trabalho inédito pois possibilita a livre escolha do cliente. Outra novidade é o corte de peças para piscinas de formatos diferentes.

Com sede em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a Borda Pool comercializa seus produtos para todo o Brasil, com destaque para os mercados de São Paulo, Paraná e Goiás. A borda em cerâmica valoriza a piscina e o custo varia de R$ 14 a R$ 16 o metro linear.

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