O Produto Interno Bruto da construção civil cresceu 7% no primeiro trimestre de 2006, em relação ao mesmo período de 2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho é positivo mas deve ser visto com uma certa cautela, na avaliação do presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), João Claudio Robusti.
''Ficou dentro do desempenho esperado porque ocorreu sobre uma base de comparação muito deprimida. O primeiro trimestre do ano passado havia registrado um crescimento de apenas 0,6%. Além disso, o crescimento do primeiro trimestre de 2006 foi fortemente impulsionado pelo consumo de materiais de construção. O consumo de aço cresceu 25,7% e o de cimento, 12%'', disse o empresário. Segundo o dirigente o SindusCon-SP, levantamentos da entidade já haviam mostrado crescimento do nível de emprego da construção no primeiro trimestre. ''Por essa razão, já esperávamos um aumento no produto do setor'', completou.
O presidente do sindicato ressalvou que os 7% de crescimento da construção apontados pelo IBGE não foram sentidos por parte das empresas do segmento formal do setor da construção, especialmente dos setores de habitação popular e obras públicas, ''que continuam no aguardo da liberação dos recursos federais.''
Robusti comentou que o desempenho da construção no primeiro trimestre foi o melhor desde o terceiro trimestre de 2004, quando o setor cresceu 11,6%. Mas, segundo ele, a melhor taxa para captar o que de fato está ocorrendo é a comparação do desempenho da construção dos últimos quatro trimestres com os quatro trimestres anteriores. Nesta comparação, o crescimento foi de 2,8%, segundo o IBGE.

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