São Paulo - Dentro do bunker, podem ser instalados monitores - a fim de acompanhar os passos dos supostos invasores no imóvel -, geradores de energia e até um frigobar. Os itens adicionais, é claro, encarecem o projeto. ''Tudo depende do tempo de socorro estimado em cada região'', explica o engenheiro. Com a entrada na célula de segurança e acionamento das travas de portas e janelas, a empresa de vigilância é notificada e o socorro é enviado. ''Em locais mais ermos, como fazendas, a pessoa pode ficar até seis horas no 'safe room''', justifica. Em edifícios comerciais, a tendência é blindar as alas que abrigam a diretoria.
A temática já foi abordada em Hollywood, na produção ''Quarto do Pânico'', estrelada por Jodie Foster. Por aqui, independente dos custos, os negócios da Vault & Digital vão de vento em popa. Além da expectativa de incremento dos contratos em São Paulo - em 2004 devem ser construídos cerca de 60 novos bunkers no Estado -, a empresa fechou parceria com a Absolut Blindagem Arquitetônica, com vistas no mercado fluminense. ''O crescimento da violência no Rio tem gerado muita demanda por novos sistemas de segurança'', diz o engenheiro. Até o final do ano, a Absolut deve construir cerca de 150 bunkers no Rio de Janeiro.

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