Pesquisa define prazos na construção civil
PUBLICAÇÃO
sábado, 08 de junho de 2002
Especial para a Folha 
Em que faixa de renda está o maior volume de pessoas que pretendem construir ou adquirir um imóvel em Londrina? Qual o valor médio possível de ser conseguido ou disponibilizado para investir em imóveis nos próximos 12 meses por essas pessoas? Que tipo e tamanho de moradia os londrinenses dizem precisar ou gostariam de comprar? O que as pessoas querem e esperam quando escolhem um apartamento para a moradia da família?
Para poder analisar melhor o mercado da construção civil de Londrina, e saber quais as necessidades e possibilidades de investimentos para depois melhor adequar seus produtos imobiliários aos desejos deste potencial público consumidor de imóveis residenciais, a Quadra Construtora buscou respostas concretas em uma pesquisa de opinião qualitativa.
Resultado: criou o Plano Quadra 60 meses, para pagamento mensal e balões anuais da compra em cinco anos e totalmente direto com a construtora; obteve a certeza de que seus apartamentos têm localização, tamanho e preço compatíveis ao público a que se destinam; e lançou duas novidades em projetos que já estão sendo incorporados nos três empreendimentos em construção na cidade.
As duas novidades arquitetônicas têm a ver com um espaço que vem mudando não só a rotina doméstica das mulheres, mas também os hábitos culturais masculinos cozinha em estilo americano no interior do apartamento e a Cozinha da Terra (com fogão e forno a lenha) no térreo dos edifícios, como espaço de lazer para os adeptos das reuniões e demonstrações culinárias.
Realizada pela Degrau Comunicação Integrada, a amostra da pesquisa foi representada por três distintos grupos mistos da classe B (nas duas faixas, alta e baixa) porque, segundo relatório divulgado pela Marplan sobre pesquisa econômica em Londrina, esta classe social representa 38% do universo das pessoas que pretendem construir ou adquirir imóvel nos próximos 12 meses em Londrina.
A pesquisa mostrou que o setor da construção civil londrinense, diferente do que muitos pensam, não está estagnado. Pelo contrário. O que verificou-se é que houve uma mudança de direcionamento, uma diversificação de focos de atenção, diz o coordenador da pesquisa Renato Manttovanni. O publicitário explica que, diferente da fase vivida pelo setor nos anos 1980, quando as classes altas e média aplicavam os ganhos de seus rendimentos em imóveis, o mercado imobiliário londrinense nestes últimos anos passa por um processo de transformação.
É quase que uma transição, pois além de mudança de perfil da cidade, que deixou de ter o estilo interiorano e em consequência seus moradores passaram a se preocupar mais com os aspectos da segurança residencial, o público consumidor de imóveis também mudou; ou melhor, cada vez mais a classe média vem conquistando maiores possibilidades de compra, e sai em busca de um imóvel, só que menor em tamanho, mas com a mesma qualidade, e de preço cada vez mais competitivo. Ou seja, mudou o nicho, o direcionamento de mercado para o construtor de Londrina, completa Manttovanni.
Analisando a pesquisa verificamos que este volume de potenciais compradores é formado por jovens casais, normalmente com formação profissional superior e com emprego fixo, de profissionais liberais ou ainda de pequenos empresários, corretores, representantes e comerciantes que têm disponibilidade para investir em imóveis com preços totais variando de 50 mil a 100 mil reais; não querem entrar em financiamentos bancários de longo prazo; dispõem de poupanças ou rendimentos extras anuais (13º, férias ou bônus por produtividade); podem arcar com parcelas mensais entre 600 e mil reais; e buscam áreas mais afastadas do centro para morar , conta o diretor da Quadra Construtora, Luiz Carlos Moro Pires.
Tomando como base estes dados, a construtora lançou o Plano Quadra 60 meses. Um plano de pagamento para nossos próximos lançamentos residenciais, diz Pires, mas em uma forma de viabilizar financeiramente o empreendimento já usada pela empresa há muitos anos. Ele explica: Já há muitos anos temos como primeiro critério para viabilizar um novo projeto, sabermos quanto o consumidor pode pagar por aquele imóvel que estamos planejando. A partir daí, sabendo que existe o cliente, realizamos um projeto adequado àquelas condições compra de terreno que não precise de fundações com custos elevados e assim barateia a obra, por exemplo; estabelecimento de parcerias com fornecedores para ganhos na compra de materiais, principalmente os de acabamento; e oferecimento de projetos de interiores cada vez mais próximos às necessidades e desejos da família como a cozinha americana, churrasqueiras nas sacadas, salas integradas, áreas de lazer que permitem maior convívio de adultos e crianças. Isso tudo também quer dizer qualidade do produto, enfatiza o construtor.


