Arquivo FolhaNegócios à vistaA pesquisa ouviu 300 chefes de família das classes A, B e C , em CuritibaAtravés de pesquisa, o Sindicato da Indústria da Construção Civil -Pr, identificou as mudanças nas necessidades e expectativas do público comprador de imóveis e aponta as novas tendências do mercado imobiliário de Curitiba. Realizada em novembro passado e publicada no final de janeiro no ‘‘Boletim da Construção’’, a pesquisa foi iniciativa da Comissão de Economia e Estatística, do Sinduscon-Pr, através de convênio com o Instituto Bonilha. O objetivo é oferecer às empresas associadas uma bússola, na busca pela satisfação do mercado.
‘‘Os investimentos realizados nos empreendimentos são tão altos, que não é mais admissível levar-se em conta fatores como a improvisação ou coincidências’’, comenta Eduardo Garcia Quiza, presidente da Comissão.
Depois de ouvir 300 chefes de família das classes A, B e C, a pesquisa ‘‘O Comportamento do Comprador de Imóveis de Curitiba’’ (que incorpora dados comparativos de uma primeira pesquisa realizada no final de 1994), apontou, por exemplo, que o imóvel continua sendo considerado uma ótima opção de investimento seguro. A compra do imóvel com financiamento continua sendo a principal opção da maioria - dois terços nas classes A e B e 76% na C. Apesar da renda familiar da classe C curitibana (a pesquisada) ter crescido em 56% depois da implantação do Plano Real, os negócios à vista vêm diminuindo de 94 para cá, dando lugar à compra facilitada.
Entre os entrevistados, quase a metade (40%) está se preparando para comprar um imóvel ainda este ano. E a maior concentração de interessados está na faixa etária entre os 18 e 35 anos (62%), mais da metade são casados e a maioria tem um ou dois filhos. Por isso também o imóvel de três dormitórios continua sendo apontado como o ideal.
Compromisso Mais exigente, o consumidor enumera como itens complementares obrigatórios box com chuveiro, armários embutidos, cozinha mobiliada, terraço ou varanda, churrasqueira e mais vagas em garagens cobertas. Para todas as classes, o jornal é o veículo mais utilizado para conhecimento das ofertas de imóveis.
Em relação ao tipo de imóvel, compradores da classe A, que antes preferiam morar em casas isoladas, hoje têm maior preferência por apartamento. Também houve maior aceitação de imóveis em condomínios fechados por representantes das classes A e C. Para a classe B, o maior desejo é pela casa, pela maior liberdade, espaço mais amplo e lazer.
Do total de entrevistados, mais de dois terços residem em casa isolada, 28% em apartamento e 2% em casa em condomínio. A classe B é a que possui maior rotatividade em termos de tempo de residência no imóvel (apenas 28% reside no mesmo imóvel há mais de 10 anos).
‘‘Nestes dois anos houve um crescimento de 19% para 28% de futuros compradores, cujas principais características são o fato de serem solteiros, de profissões regulamentadas, boa renda mensal e com diferentes necessidades na hora de escolher um imóvel. É um nicho, que desponta em potencialidades de compra (inclusive para investimentos), que merece atenção especial do mercado da construção civil’’, diz Quiza. Estes entrevistados sugerem edificações verticais ou condomínios horizontais, itens como salas mais amplas, banheiro com hidromassagem, cozinha planejada, serviços de PABX e fax na portaria, quadra de esportes e salas de ginástica, garagem para visitante e TV por assinatura. O número de dormitórios (mais do que dois), assim como o quarto de empregada, não são quesitos importantes para os entrevistados ‘singles’.

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