Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE confirmam uma mudança de perfil do brasileiro, que já não se adapta aos padrões construtivos até agora vigentes no mercado. Segundo o Instituto, entre 1990 e 1994, o número de casamentos no Brasil diminuiu 1,84%, enquanto os divórcios aumentaram 22,6%. Ao mesmo tempo, a taxa de natalidade também vem decrescendo ano a ano. Existem inclusive estudos, também baseados nos dados do IBGE, que apontam uma redução de 6,2% nas famílias tradicionais com pai, mãe e vários filhos, enquanto as formadas por casais sem filhos cresceram 4,2% na década de 80.
Nesse novo quadro, o tipo de moradia que até hoje predomina no mercado, feita justamente para a família tradicional, jamais servirá para essa demanda. Entre as alternativas que surgem no mercado, a mais ousada atualmente pode ser o loft. A contar pelo sucesso que alguns desses empreendimentos vêm alcançando em cidades como São Paulo, por exemplo, vislumbra-se nesse segmento um novo nicho que fatalmente será bem explorado pelo setor imobiliário.
Segundo reportagem da revista Indústria Imobiliária- Produção & Mercado, o mercado imobiliário brasileiro deve assistir nos próximos anos, à expansão de um novo tipo de empreendimento (os lofts), não como mais um produto, mas como um estilo de vida diferenciado que começa a se firmar como tendência. ‘‘A nova geração de prédios de apartamentos de um dormitório ignora as paredes internas e apresenta pé-direito alto, permitindo que cada morador escolha o ambiente que mais se adequar à sua personalidade’’, diz a reportagem.

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