Pequeno varejo espera melhoras no 2º semestre
No pequeno varejo os resultados do semestre não foram diferentes. No depósito Alvorada Comércio de Materiais de Construção, o volume de vendas foi muito pior em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o gerente Luiz Carlos Pereira. ''Desde o ano passado quando a nova administração assumiu o governo estamos esperando uma melhora, mas até agora isso não aconteceu'', justificou.
Pereira disse que os materiais básicos como tijolos, areia e pedra, vendem bem independente da crise, mas os produtos de acabamento têm uma saída bem menor. ''As pessoas acabam optando por peças de acabamento mais baratas'', ressaltou. Ele acredita que se o Governo Federal incentivasse mais o mercado, principalmente oferecendo juros mais baixos para o financiamento, o segmento poderia reagir.
A esperança do gerente é que o próximo semestre seja melhor. A expectativa positiva é reforçada pelo fato dos resultados dos meses de maio e junho terem sido melhores.
Para a gerente do Depósito São Marcos, Juliana de Souza, o que pode ter atrapalhado o desempenho do setor foi a chuva intensa do período. ''A chuva interfere diretamente na venda'', frisou. Ela lembra também que desde o ano passado o mercado está em recessão. A diminuição das vendas em relação ao ano passado, segundo ela, foi agravada pela alta que as mercadorias sofreram. ''O ganho salarial das pessoas não aumentou, então consequentemente a venda caiu'', ressaltou.
Juliana também concorda que o governo poderia incentivar mais o setor. ''É preciso criar fontes de renda, aumentar o número de empregos. Isso seria uma boa'', sugere. Para atrair os consumidores e garantir boas vendas, a gerente disse que o depósito oferece diversas formas de pagamento. (E.Z)





