A pátina é mais uma genial herança das côrtes européias. Depois de restaurada até uma velha e surrada cadeira ganha ares de nobreza. Feita geralmente em tons claros, e pastel, a pátina dá um aspecto clean ao móvel e mais luminosidade ao ambiente.
No ateliê de João Pedro da Costa e Maria Gorete Misga, em Maringá tem crescido o número de pedidos para ‘‘patinar’’ móveis. ‘‘É um dos processos preferidos atualmente’’, diz Maria Gorete. ‘‘Além de ser bonito e resistente ainda á facílimo de limpar’’, diz Gorete que deixa uma cadeira pronta em dois dias.
As artistas plásticas Jô Oliveira e Val Fuentes, da Oficina de Artes são especialistas em restauração e pintura de móveis. ‘‘Cada época alguns processos ressurgem e viram moda. Tem época de decapê, de pintura em laca. Agora é a fase da pátina’’, diz Jô Oliveira. Ao contrário de Gorete que usa ar comprimido e pintura a jato, Jô e Val fazem o trabalho de pátina manualmente. ‘‘Preferimos pintar tudo com pincel. O efeito é mais satisfatório porque a superfície fica mais natural do que quando é feito a jato. Já Gorete e João preferem fazer a pintura a jato. ‘‘Dá mais uniformidade ao trabalho. é quase proibido retocar a pátina. Ou faz bem uniforme ou perde-se todo o trabalho’’, diz Costa.
Os tons de areia, marfim, verde clarinho são os mais procurados nos dois ateliês. E na opinião dos artistas o que requer mais tempo e cuidado é mesmo a preparação da madeira. ‘‘Deve-se ser rigoroso ao lixar, corrigir imperfeições da madeira e principalmente no preparo do fundo branco que não pode ter marcas. Este processo fazemos todo com pincel’’, diz Jô que leva quatro dias para preparar uma cadeira.
Serviço
- Ateliê de João Costa e de Maria Gorete - Avenida Guaiapó 3165 telefone (044)268-1169; Oficina de Artes (044) 224-6476 - Rua Joaquim Nabuco, 815

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