As peças e utensílios étnicos sempre foram utilizados mais como itens decorativos do que funcionais. A verdade é que se reconhecia neles apenas o seu valor e beleza ''exóticos''. Entravam nas casas, na maioria das vezes, como itens de lembrança de viagens e contatos com civilizações culturalmente diferentes.

Tardou mas, aos poucos, as peças de mobiliário produzidos por comunidades antigas ou com desenhos transmitidos pelos ancestrais estão ganhando estatus de ''design''. Reconhece-se atualmente que antes mesmo da palavra ''ergonometria'' ou da matemática complexa elas já eram um fato na elaboração de peças de mobiliário e utilitários domésticos.

A busca pelo conforto do corpo não precisava ser justificada pela ciência. E hoje este conhecimento encerrado em junções e moldes que aparecem estranhos ao olhar ganharam o reconhecimento. São peças de ''design vernacular''. Nome complicado para admitir que mesmo sem toda a tecnologia atual estes móveis e seus criadores atravessaram os séculos sustentando com dignidade a sua proposta original de ''conforto''.

Sob a nova visão, estes móveis podem deixar o canto da ''obra de arte exótica''. Além de emprestar charme à decoração, eles passam a ser efetivamente móveis de utilidade no dia-a-dia. Experimente sentar-se em uma das cadeiras importadas pela Ethnix. Feitas para uso de idosos, elas acomodam o corpo quase com o mesmo conforto que o oferecido pela rede, sem a complicação do esforço para levantar.

Também de design vernacular (chique, não é?) é a tábua de esfregar roupas criada por outra tribo africana. Outra peça importada pela Ethnix, ela é esculpida em um único pedaço de madeira. Côncava e baixa, ela facilita o ato de esfregar a roupa na beira dos rios. Trazida para o nosso cotidiano, ela se transforma em uma mesinha lateral cheia de charme.

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