Parcela de financiamento substitui aluguel
"Esse é um momento em que as pessoas ficam mesmo um pouco perdidas", comenta o economista e professor da Universidade Estácio de Curitiba, Daniel Poit, em relação ao cenário econômico. Antes de tomar a decisão de continuar alugando ou comprar um imóvel, portanto, o economista recomenda considerar algumas premissas.
Para um casal ou família que esteja vivendo de aluguel e que disponha de crédito ou depósito do fundo de garantia que permita dar uma entrada, o economista recomenda comprar um imóvel. "Mesmo que paguem um pouco mais na parcela do imóvel do que no aluguel, vale a pena comprar. O aluguel não dá retorno financeiro e é um custo permanente. Se o trabalhador tem dois, três, cinco anos de FGTS, já terá o suficiente para dar uma entrada em um imóvel e não vai precisar fazer praticamente nenhum desembolso a mais."
A mesma dica vale para quem está alugando um imóvel comercial, afirma Poit. "O custo vai ser muito próximo ao do financiamento, que pode ainda ser regressivo."
Já para quem olha para um imóvel como um investimento financeiro, o economista recomenda aplicar o dinheiro em outras modalidades, seja tesouro direto, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), ações ou qualquer outro tipo de investimento que tenha o perfil do investidor. "O rendimento que a pessoa irá obter em outras opções do mercado é maior que a valorização do imóvel."(M.F.C.)





