Existem pelo menos quatro grandes áreas de problemas a ser enfrentados quando se pensa na palavra construção. De sonho, a casa própria pode se transformar num verdadeiro pesadelo. Mas um pesadelo que pode ser tranquilamente contornado se forem observadas algumas ‘‘regrinhas básicas’’.
Quem dá a receita do sucesso garantido na hora de construir é o presidente da Comissão de Qualidade e Produtividade do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná), Renato Keinert Júnior.
Contratar profissionais das áreas de engenharia e arquitetura faz parte da primeira dica de Keinert. O importante é não só procurar profissionais especializados, mas também com referências. E para isso uma pequena pesquisa já é o suficiente. ‘‘É preciso saber o que ele já construiu, quais os resultados e, principalmente, obter informações de clientes anteriores’’, alerta. ‘‘Isso porque são inúmeros os projetos de uma casa. Eles vão desde a arquitetura propriamente dita, até as instalações hidrossanitárias e de telefonia.’’
Já o segundo passo diz respeito aos materiais e como no setor de construção não existe muita padronização pelo Instituto de Metrologia (Inmetro), ou outro órgão certificador, a grande maioria deles acaba sendo feita artesanalmente. ‘‘O tijolo é feito nas olarias familiares. O cal, nas fabriquetas de fundo de quintal. Não tem padronização. Não tem controle’’, denuncia Keinert. ‘‘Mas na dúvida é possível se fazer testes em laboratórios especializados. Eles servem para testar principalmente a resistência mecânica dos materiais.’’
É na fase da execução, o terceiro grande problema, que se tem que ter um cuidado redobrado. Tradição, capacidade financeira, treinamento de pessoal e idoneidade, devem fazer parte do currículo da empresa escolhida.
‘‘É fundamental que a execução seja controlada passo a passo. O proprietário também deve acompanhar a obra e ter a percepção para saber se o contrato que ele fez com a construtora está sendo devidamente cumprido’’. A dica é válida, porque se houver dúvidas, o proprietário pode recorrer ao time dos projetistas, para verificar se os trabalhos estão exatamente de acordo com o que foi projetado nas planilhas.
A equação de problemas termina com o uso do imóvel, já pronto. Acostumado a política dos bens duráveis, o proprietário da casa não tem o costume de conservá-la. E todo o imóvel, segundo Keinert, precisa de manutenção permanente. ‘‘Além da pintura, que é quase sempre esquecida, basta um exemplo: não é raro a pessoa ligar aparelhos elétricos de alta potência numa tomada simples, colocando em risco toda a obra.’’
Serviço
Renato Keinert Júnior é também presidente do Instituto Obra Prima e diretor da Exame Tecnologia. A empresa é uma das responsáveis pelos exames de materiais utilizados na construção das instalações das montadoras de veículos na região metropolitana de Curitiba. Telefone para contato: (041) 322-3020.

mockup