Localizados próximos à área urbana e adensada das cidades, margeando represas e rios, os loteamentos de chácaras, nominados como de recreação e lazer, vêm se transformando também em atrativa opção de moradia fixa. É o quinhão de terra do homem urbano, com infra-estrutura, fácil acesso, segurança, proximidade com centros urbanos e comerciais, menor custo de lotes e facilidades para pagamento.
‘‘Foi este espaço de natureza que escolhi para morar, viver’’, diz Luiz Carlos Bruschi, de Londrina. Proprietário de um lote do recém-lançado Recanto do Salto (empreendimento da Construtora Vectra, localizado na Viação Velha), o professor, escritor e ex-secretário de Educação do Município, fala que a opção pela compra da chácara ‘‘foi pela perspectiva de rompimento com as idas e vindas impostas, naturalmente, aos moradores urbanos. Até o ano de 2002, quando me aposento, estarei portanto às voltas com este novo-velho projeto de vida. Eu quero sombra, espaço, natureza, sol e muita, muita flor. Eu quero morar. Compreende a diferença?’’
Junto com a mulher Ana Maria, já definiu todos os traços arquitetônicos da nova casa que abrigará antigos sonhos do menino que nasceu em Ibiporã, cresceu brincando em quintais, jogando bola no campinho da rua, montando balanços de corda em galhos de árvores, sempre em contato direto com a terra roxa. ‘‘Vou voltar a pintar, ler, escrever, ouvir minha música na altura que quero, cultivar uma horta com as especiarias necessárias aos molhos que regam as massas que eu mesmo faço, plantar um pé de limão para a caipirinha, um de laranja para o suco, me cercar do verde da mata natural e de todas as cores das flores que tenho direito’’.
Uma pesquisa, realizada pela própria Construtora Vectra durante a comercialização do loteamento Recanto do Salto, revelou que, assim como Bruschi, 80% dos compradores utilizarão as chácaras como moradia fixa e, basicamente, para atender o maior desejo da familia: qualidade de vida. ‘‘É a necessidade de lazer mais contínuo que esta dando novas características a estes empreendimentos’’, comenta o diretor de Loteamentos da Secretaria de Obras de Londrina, Henrique Ayres Dias.
O engenheiro diz ainda que, para garantir também a segurança aos investidores que aplicam muito de suas economias na tão sonhada qualidade de vida e preservar o mercado imobiliário londrinense, o Município promoveu, ano passado, a Lei Núcleo de Recreação e Lazer, aprovada com o Plano Diretor de Londrina. ‘‘O parcelamento destes solos, localizados dentro da área de expansão urbana do Município, devem estar regularizados e aprovados junto à Secretaria de Obras e registrados em cartórios de imóveis. E para isso, os lotes, destinados às chácaras, devem ter projetos para construção da infra-estrutura necessária: rede de energia compactada, rede de água, moledamento nas ruas (pavimentação primária) e galerias pluviais’’.
Ayres Dias comenta que atualmente são cerca de 30, os loteamentos de chácaras existentes em Londrina. ‘‘Mais antigos, hoje já fazem parte do perímetro urbano. São apenas três, os novos: o Recanto do Salto e a Estância Senhorinha, já regularizados, e as Chácaras Bom Tempo, ainda em processo de regularização junto à Prefeitura’’. Para os investidores de uma casa no campo, o diretor faz um alerta. ‘‘Antes de comprar certifique-se se o loteamento é legal e regular. Para isso, basta ter em mãos os dados de localização, nome do proprietário, loteadora ou empresa responsável pela comercialização e ligar para a Diretoria de Loteamentos (043/374-4200)’’.Mario CesarAna Maria e Luiz Carlos Bruschi já definiram o traço arquitetônico da nova casa: opção pela compra da chácara foi pela perspectiva de rompimento com as idas e vindas impostas aos moradores urbanosLigia Barroso

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