Em tempos de construções ''high-tech'' pode parecer incomum residir há 50 anos em uma casa de madeira de jacarandá-da-baía, localizada próxima ao centro de Londrina. É o caso da professora Sônia Maria Carraro, que mora no mesmo local desde os dois anos. ''A casa foi construída pelo meu pai em uma época em que a madeira era abundante e barata. Quando me casei construí uma dependência nos fundos'', relembra.
O morar bem dela está relacionado a três fatores: localização, segurança e vínculo com os vizinhos. ''Já tive a oportunidade de sair daqui mas não quis. Estabeleci uma sólida amizade com os vizinhos. Posso contar com eles para qualquer coisa. A rua também é muito segura'', justifica. ''Consigo ir ao centro a pé em 15 minutos'', acrescenta a filha de Sônia, Mariela Carraro.
Região privilegiada e área de lazer diversificada fizeram a família do representante comercial Vagner Nogueira da Rocha sair há três anos de um edifício no centro de Londrina para um na Gleba Palhano (Zona Sul). ''Os nossos filhos - eles têm dois meninos, de 14 e 9 anos -, ficavam o dia inteiro dentro de casa porque o prédio não tinha área de lazer. Aqui, ao contrário, eles não páram no apartamento. É como disse a gerente da construtora, 'as crianças tiram férias dentro de casa''', comenta a assistente comercial Célia dos Santos Rocha. A tranquilidade da Gleba Palhano em relação ao centro também pesou na escolha, segundo Vagner Rocha. Ele também ressalta que a região é bem servida de comércio e serviços. ''Próximo daqui há bancos, shopping, supermercado, o lago Igapó para fazer caminhada'', enumera. (C.V)

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